De Napoleão a Pinault: Atout France destaca oferta cultural em 2021

Atout France
Caroline Putnoki

A Atout France realizou uma conferência de imprensa para anunciar as novidades culturais e aberturas hoteleiras no país europeu. O encontro, com mais de cem participantes de todo o Brasil, foi liderado por Caroline Putnoki, diretora do órgão de promoção do turismo francês para América do Sul, e teve a participação de Jean-Marc Pouchol, diretor da Air France para América do Sul.

Ainda que 2021 continue carregando as mazelas derivadas da disseminação do novo coronavírus pelo planeta, a França promete um ano monumental àqueles que estejam permitidos a adentrar em seu território. “Em 2020, aprendemos a lidar com a pandemia e nos adaptamos. Não se sabe se a retomada vai acontecer em quatro meses, seis meses ou um ano, mas estamos nos comunicando com agências e operadoras brasileiras para que o mercado esteja pronto quando esse momento chegar”, disse Caroline.

Se as tendências que apontam para um novo comportamento do viajante estiverem certas, especialmente as relacionadas à busca maior por experiências únicas, a França larga com vantagem. A começar pela oferta cultural relacionada a Napoleão Bonaparte, personagem emblemático – e controverso – da história francesa. Exposições temáticas celebram o nascimento e relembram a morte do líder militar que tomou o governo do país em 1799 e tornou-se imperador em 1804.

O contexto familiar poderá ser conferido na exposição que entra em cartaz, em maio, no Musée National de la Maison Bonaparte. Localizado na casa onde Napoleão nasceu, em Ajaccio, na Córsega, o museu também exibe mobiliário e itens diversos de propriedade da família que se instalou na região no século 15.

Na outra ponta da linha do tempo, a morte do personagem histórico é tema para “Napoléon n’est plus” (Napoleão não é mais, em tradução livre) do Musée de l’Armée. Inaugurados de forma virtual, os espaços serão abertos para visitas presenciais em breve e a exposição segue em cartaz até 19 de setembro de 2021. O local em si já vale a visita, já que o museu fica no interior do interior do Hôtel National des Invalides, hospital inaugurado por Luís XIV para tratar feridos de guerras, e tem como um dos destaques o túmulo de Napoleão, categorizado como monumento histórico francês.

Arte em dose quádrupla

Os museus dedicados a dois gênios da arte moderna promovem, neste ano, duas exposições concomitantes ressaltando as obras e a relação que pode ser observada entre eles. Em exibição no Musée National Picasso e no Musée Rodin, a programação versa sobre as convergências nos processos criativos e na preferência de ambos por experimentações artísticas. Outra dobradinha que reforça a oferta cultural da França é entre Dali e Gaudi, gênios catalães que terão seus trabalhos em destaque no onírico L’Atelier des Lumières, a partir de maio. Ambas ficam em cartaz até janeiro de 2022.

Outro marco aguardado pelo turismo parisiense é a estreia da visitação à Coleção Pinault, instalada na Bolsa de Comércio da capital francesa e marcada para a primavera deste ano. O espaço reúne o acervo de Francois Pinault, famoso colecionador francês de obras de arte que contabiliza mais de 5 mil peças e terá um templo dedicado à gastronomia. La Halle Aux Grains foi o nome escolhido para o restaurante liderado por – nada mais, nada menos – que Michel e Sébastian Bras, chefs que defendem a escola purista e que ficaram famosos por recusarem, em 2017, as três estrelas Michelin que haviam sido concedidas ao restaurante Le Suquet há quase duas décadas.

Enquanto as fronteiras não se abrem para os brasileiros, a dica é aguardar para assistir ao longa-metragem dedicado à vida de Gustave Eiffel, criador da famosa torre que completa 132 anos de inauguração neste 2021. Distribuído pela francesa Pathé Films, “Eiffel” será exibido nas salas de cinema francesas, a partir de 19 de maio, foi exibido em um festival dedicado ao cinema francês na Austrália e já está disponível para a audiência online. Entender o contexto de criação de um dos atrativos mais famosos da França e ícone mundial do Turismo pode servir de inspiração no planejamento de viagens futuras para o país.

Pouchol reforça que a chave para liberar a demanda é a abertura das fronteiras europeias para clientes brasileiros, o que depende diretamente da melhora nas condições sanitárias do País. “Pessoalmente, estou convencido de que a procura para viagens vai bombar, depois de 14 meses sem essa possibilidade. É algo que já percebemos nos países onde a situação melhorou, como Estados Unidos, Reino Unido e Israel, que vêm apresentando uma retomada consistente”, diz.

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