Debate sobre impacto de marcas com propósito social encerra Fórum de Turismo LGBT

marcas com propósito social

Transformar a vida das pessoas para melhor por meio de ações empresariais. O painel dedicado a debates a estratégia de marcas que investem na criação de ambientes coletivos, diversos e inclusivos trouxe exemplos claros de impacto nos territórios. Mediado por Luanny Faustino, consultora para temas de equidade de raça, diversidade e inclusão, o painel de encerramento do Fórum deixou claro que é preciso realizar um trabalho genuíno. “A marca não deve deixar seus valores para trás em prol do consumo”, crava Luanny.

A sugestão é que essa construção seja feita com apoio da própria comunidade e auxílio de associações setoriais, caminho que a Accor Hotels desempenha há anos. “Nosso negócio é receber pessoas, então a Diversidade faz parte do nosso dia a dia e é levada a sério em mais de cem países. A abertura da empresa levou muitos colaboradores a ‘sair do armário’ para a família”, conta Antonietta Varlese, vice-presidente sênior de Comunicação e Relações Internacionais do grupo na América do Sul.

A corporação se associou ao Fórum de Direitos LGBT para entender mais sobre esse mercado e aprender com a expertise de outras empresas. “Apoiamos feiras e eventos específicos, fazemos recrutamento de transgêneros e programas de empregabilidade. É um trabalho interno e externo de acolhimento”, define.

Rodrigo Santini, líder de Marca e Missão da Ben & Jerry’s Brasil, ressalta a importância do trabalho interno. “A vida não é o que vemos ou postamos no Instagram. O processo de aprendizagem tem de ser retroalimentado, já que a sigla LGBTQIA+ reúne diversos universos com necessidades diferentes e, quando se fala em raça, o histórico é ainda mais distinto. Pense no exemplo de uma travesti negra da periferia. Nosso desafio é atrair talentos e fazer com que todos se sintam acolhidos para trazer equidade”, pontua.

Ele propõe aos gestores que ampliem a visão para além dos currículos em processos de seleção. “É preciso olhar o currículo oculto dos candidatos. Ampliar o olhar para o letramento que a vida proporciona a essas pessoas, enxergando aptidões e habilidades ocultas”, sugere. Antonietta inclui nessa lista de requisitos os treinamentos para eliminar vieses inconscientes, buscando suporte de ONGs, se necessário. “As causas são colaborativas, não precisa ter segredo. Entender as boas práticas e compartilhá-las é vital para termos uma sociedade diferente”, finaliza.

Um outro lado de Miami

O workshop de encerramento ficou a cargo de Dan Rios, diretor de marketing da divisão LGBT do Greater Miami Convention & Visitors Bureau. O executivo, apresentou uma oferta diversa e focada no viajante LGBT, que vai muito além de downtown e South Beach. Apresentada oficialmente ao mercado brasileiro durante o Fórum, a campanha “Miamiland” privilegia as experiências outdoor no destino. Novos conteúdos e itinerários focados em explorar parques urbanos e os 35 quilômetros de praias que chamam a atenção dos turistas foram destacados pelo executivo.

Todos os painéis estão disponíveis, na íntegra, no canal do Brasilturis Jornal no YouTube. O conteúdo foi gravado no estúdio do hotel, em formato HD para garantir qualidade e evitar eventuais problemas relacionados às transmissões ao vivo. O evento tem patrocínios da R1 Soluções Audiovisuais, Hotel Pullman Vila Olímpia, Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, ProColombia, Greater Miami Convention & Visitors Bureau, Hertz Rent a Car e CC Hotels, entre outros, além do apoio institucional da Associação Internacional de Turismo LGBT (IGLTA) e da Abav São Paulo.

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