Decreto permite cruzeiros ficarem até 180 dias no Brasil já em 2018/2019

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Lideres do setor de cruzeiros reunidos durante o 2o Fórum Clia Brasil

Um decreto presidencial estendeu de 90 para 180 dias a validade do visto dos profissionais que trabalham nos navios de cruzeiros em águas brasileiras, já a partir da temporada de 2018/2019, conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU),nesta terça-feira (11). Para as cruzeiristas, o aumento representa uma redução de R$ 5 milhões no custo operacional com taxas.

Em média os navios permanecem 120 dias em operação no Brasil. Uma eventual redução para 90 dias, que ocorreria na próxima temporada conforme a lei de imigração de 2017, representaria uma perda de 25% na movimentação econômica e geração de emprego.

De acordo com o presidente da Clia Brasil, Marco Ferraz, o decreto 9.500 mantem os 7 mil empregos e a injeção de R$ 450 milhões na economia nacional, já que as empresas de cruzeiros estudavam, inclusive, reduzir a temporada no Brasil caso a lei se mantivesse.

“Pela lei de imigração que passou a vigorar em 2017, todos os estrangeiros que trabalham por mais de 90 dias em navios deveriam virar residentes no Brasil, o que é um absurdo, já que eles dormem nos navios e sequer ficam no país. Havíamos conseguido ficar isentos da implementação da lei na última temporada, mas já estudávamos o que fazer para 2018/2019”, apontou.

“Pleiteamos a mudança há cerca de 1 ano e meio e agora, junto ao ministro Lummertz e da Casa Civil, conseguimos essa melhora que nos dá um alívio enorme e destrava as próximas temporadas”, concluiu Ferraz.

“Não podemos nos dar ao luxo de perder esses empregos e a injeção desses recursos na nossa economia. Temos a obrigação moral de abrir postos de trabalho e criar alternativas para a população. O turismo tem diversas soluções nesse sentido”, comentou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

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