Destino… O que é o que é?

A palavra “destino” parece ter a sua origem no latim e tudo indica de que foi formada pelo prefixo “de” com o substantivo “stanare” (do verbo “stare” ou estar). Destanare era, portanto, “fixar, afirmar, estabelecer”, passando a ter o sentido de algo que é estabelecido para alguém. Dicionários interpretam o conceito como “o fim ou o resultado de uma determinada ação” tendo, entre outros sinônimos, os conceitos de sina, fado, sorte, futuro, fatalidade, fortuna. Significa também “direção” ou “rumo”.

Alguns acreditam que o destino representa uma “força misteriosa que determina os acontecimentos na vida das pessoas, tanto nas suas vidas presentes como passadas”. No mundo árabe, ouve-se falar em “maktoub” que significa “já estava escrito” ou “tinha que acontecer” (tentando expressar que algo já estava predestinado ou que o acontecimento estava “escrito nas estrelas”). No Cristianismo, o destino não existe e é a vontade de Deus, que controla e determina todos os acontecimentos.

É comum escutar expressões como “sem destino” (para se referir a alguém que “vive ao acaso”) ou “fulano é dono do seu próprio destino” (referindo-se a uma pessoa que “controla” seu próprio futuro). Por estar relacionada com o futuro, a palavra é frequentemente associada a práticas esotéricas como tarô, horóscopo e numerologia, entre outras.

Na mitologia grega, o destino era determinado pelas três irmãs, conhecidas como Moiras, as divindades que exerciam influência sobre os homens e deuses. Na Mesopotâmia, o destino do ser humano era determinado pelas estrelas. Já os romanos, veneravam a fortuna – que poderia ser favorável ou desfavorável – e o fatum, que indicava uma decisão irresistível.

Através dos tempos, o estudo do destino também influenciou inúmeros pensamentos e correntes filosóficas – muitas religiões têm concepções distintas do que é e o que representa o conceito de destino. Visto que, na maioria dos casos, o conceito se refere a um evento que está predestinado, é bem comum que grande parte das pessoas não venha a acreditar que o destino, de fato, existe.

A palavra “destino” é também bastante usada no mundo das viagens, do turismo e dos transportes. Todos nós sabemos que “A Flórida é um destino de sonho para quem vai viajar de férias com a família” e estamos cientes que “toda aquisição de um bilhete de transporte exige que se determine a origem e o destino da respectiva viagem” ou quando ouvimos que “o passageiro solicitou um serviço de traslado ao chegar ao seu destino” e que “este trem se destina a Roma”.

Em seu significado corrente, destinos turísticos se constituem em núcleos receptivos que apresentam interesse para serem conhecidos – pelas suas condições topográficas, importância histórica ou cultural, monumentos ou atrações – e os mesmos se promovem nos principais mercados emissores, buscando visitantes que poderão trazer benefícios econômicos às suas regiões. Destinos turísticos se multiplicam, se reinventam e adequam suas estruturas, sempre contando com o apoio de todos os parceiros responsáveis pelo atendimento, direto e/ou indireto, dos visitantes e turistas, como hotéis, bares, restaurantes, casas de espetáculos, atrações, lojas, boutiques, shoppings, etc.

Operadoras de turismo escolhem destinos para serem incluídos em seus itinerários e oferecidos em mercados emissores, com serviços – tais como transporte, acomodação, passeios e outros – para serem adquiridos – diretamente ou por meio de agentes de viagens intermediários – pelo virtual público consumidor.

Mas, afirmam os sábios, em todas condições, a jornada é sempre mais importante do que o destino em si.

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