Destinos nacionais: como trabalhar o turismo LGBT+?

Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul explicaram como investiram no nicho e visam expandir sua participação no segmento

Turismo LGBT
Hélio Filho (Ezatamag), Bruno Wendling (MS), Erly de Jesus (RJ) e Bruno Reis (RN)

Como os destinos nacionais estão trabalhando o turismo LGBT? Esta foi a pauta do último painel do quinto Fórum de Turismo LGBT do Brasil, promovido pela Revista Via G, no Tivoli Mofarrej, em São Paulo. O debate contou com a presença de Bruno Reis, presidente da Emprotur; Bruno Wendling, presidente de Fundtur MS; e Elry de Jesus, assessor de Marketing da Turisrio. A conversa foi mediada por Hélio Filho, jornalista e editor da revista Ezatamag.

Por que o Brasil ainda não é um destino internacional LGBT? Este foi a primeira indagação do mediador e, segundo de Jesus, o que falta é divulgação. “A partir do momento que você tem uma estratégia de marketing para divulgar um produto, dá resultado. É preciso estar junto com as operadoras internacionais para que esses turistas nos visitem”, diz.

Reis concorda com o representante fluminense e complementa que é preciso estar atento, assim como a comunidade LGBT+ está atenta às tendências e aos locais onde ela é bem recebida. Wendling, por sua vez, afirma que não há posicionamento de destino internacional de forma completa e muito menos de segmentação.

“Entendemos que o posicionamento é importante e que é preciso ter parceiros para fomentar e desenvolver os produtos. Os empresários procuraram com essa orientação e era algo muito estereotipado. Contamos com a IGLTA e, dali, muitos receptivos entenderam como trabalhar. O que falta hoje é como atuar na ponta”, comenta Reis.

Erly comentou que o Rio de Janeiro trabalha com o objetivo de alavancar o segmento e isso por meio da participação em feiras e eventos nacionais e internacionais. “O estado tem um potencial enorme, mas precisamos nos fazer mais presente para captar mais turistas para o Rio de Janeiro”, declara.

Bonito, por mais que já tenha se consolidado como destino turístico, ainda há um trabalho que políticas públicas para também alavancar este nicho. “Quando o empresário entender que o turismo é segmentado, que há perfis de turistas diferentes, vai girar o destino. E é necessário que o poder público esteja alinhado com isso”, afirma Wendling.

Para o Rio Grande do Norte, Reis destaca que o empresariado que despertou e incentivou esse tipo de trabalho. “E eu espero que isso consiga passar por vários municípios dentro do próprio estado. Esse movimento no empresariado impacta as políticas públicas para falar sobre a experiência que os turistas terão em nosso destino. Temos gestores e empresas muito bons e isso gera bons resultados”, comenta o presidente da Emprotur.

Deixe uma resposta