Documenta Pantanal: equipe busca referência em modelos africanos

Equipe estuda como modelo de turismo responsável funciona em Botswana e busca tirar proveito como referência para o Pantanal

Documenta Pantanal

A ação “Documenta Pantanal” vem atuando como agente de divulgação de informações sobre a região e a necessidade de conservação. Entre fevereiro e março, alguns representantes realizaram uma viagem de imersão para o Delta do Okavango, em Botswana, considerado case de sucesso de turismo responsável. No país, empresas, comunidades e poder público se uniram para implementar um modelo com resultados satisfatório em todos os campos, indo do social ao econômico.

“A similaridade do ambiente em paralelo aos feitos alcançados pelo empreendimento nos causaram grande surpresa. Isso nos deu ainda mais segurança para seguir o trabalho, que tem tudo para dar certo no Brasil”, afirma Angelo Rabelo, presidente do Instituto Homem Pantaneiro e conhecedor do ecossistema pantaneiro, que possui similaridade com área da reserva africana.

Além da experiência in loco, estão sendo produzidos curtas sobre os diferentes aspectos da experiência, que serão exibidos nas plataformas do Documenta Pantanal. Desta forma, segundo Rabelo, ficará mais clara a potência da proposta. “As estruturas de recepção dos turistas, em sua maioria, correspondem a tendas que mesclam simplicidade e um pequeno ar de rebuscamento, mas sem exageros. O diferencial que possuem está na ótima capacidade de traduzir a experiência para dentro das acomodações, mas sem abrir mão do conforto”, avalia.

Com a viagem, a expectativa é adotar esse modelo de turismo para o Pantanal, visto como bioma que nunca recebeu a atenção e investimentos necessários. “Temos convicção sobre a viabilidade de instauração do modelo do Delta do Okavango em nossa região. Aqui, temos riquezas de diferentes vertentes. Em termos de fauna, animais como a onça-pintada, ariranha, tamanduá e anta, entre outros, que, por si só já valem a atenção de qualquer interessado em turismo de natureza”.

Rabelo conclui com uma estimativa de que a partir de 2021 seja possível dar continuidade à construção de tendas e outras obras de infraestrutura para acolher visitantes.


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