Documenta Pantanal promove ação em prol da preservação do bioma

O projeto Artistas pelo Pantanal visa arrecadar R$ 2 milhões, que serão destinados ao investimento em equipamentos e formação de brigadas

pantanal
Foto: Divulgação

Cerca de 4 milhões de hectares no Pantanal foram atingidos em 2020 por queimadas – o que corresponde a 26% do bioma. Para evitar que tragédias como essa se repitam, o Documenta Pantanal movimentou o mercado de arte numa corrente de solidariedade em prol da preservação do ecossistema pantaneiro.

Surgiu assim o projeto Artistas Pelo Pantanal, que, a partir de uma campanha de captação e vendas de obras de arte, reuniu artistas, galerias, e compradores com o objetivo de arrecadar R$ 2 milhões – fundos que serão administrados pelo SOS Pantanal e inteiramente destinados ao investimento em equipamento, formação e manutenção de brigadas voluntárias anti-incêndio na região pelo período de três anos. São 45 obras, em diversas linguagens, doadas por 42 artistas visuais.

As obras estarão disponíveis a partir de 17 de maio pela plataforma do Festival Internacional de Arte de São Paulo, a SP-Arte, e terão as vendas conduzidas por uma equipe de artadvisors. O valor arrecadado será investido em 14 brigadas comunitárias distribuídas em diferentes regiões do Pantanal: Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Barão de Melgaço, Poconé, Corumbá e Ladário por um período de 3 anos.

De acordo com Leonardo Gomes, diretor de Relações Institucionais do SOS Pantanal, as equipes vão atuar em áreas que, conforme os dados dos últimos 30 anos, apresentam um risco elevado de incêndios. “Vamos profissionalizar e equipar essas brigadas por meio de um programa que dará suporte por meio de planejamento e treinamento na prevenção e no combate ao fogo”, diz.

A campanha de captação das obras aconteceu em menos de um mês, numa parceria entre o Documenta Pantanal, iniciativa coordenada por Teresa Bracher e Mônica Guimarães, e a SP-Arte, com participações voluntárias de Mari Stockler, Fernanda Feitosa, Maguy Etlin, Paula Azevedo e Susana Steinbruch.

Para que toda essa mobilização permaneça viva na memória das comunidades beneficiadas, será́ plantado um bocaiuval na Escola Jatobazinho, mantida pelo Acaia Pantanal. Ao longo de todo o ano letivo será realizado um trabalho de educação ambiental com crianças ribeirinhas, que, tendo as obras doadas como fonte de inspiração e referência para releituras e criações, irão desenvolver variadas atividades artísticas.

Deixe uma resposta