E-HTL prevê retomar os patamares de 2019 no próximo ano

De acordo com Flávio Louro, CEO da E-HTL, a empresa registra recuperação acelerada no segmento de lazer. Em setembro, a estimativa chega a 75%

Flávio Louro, diretor geral da E-HTL
Flávio Louro, diretor geral da E-HTL (Foto: Felipe Lima)

“Não ficar parado” foi o lema da E-HTL em meio à atual crise causado pela pandemia de covid-19. E os resultados podem ser notados, conforme adianta Flávio Louro, CEO da empresa, em entrevista exclusiva ao Brasilturis Jornal. Segundo o executivo, em julho e agosto foram registrados índices de faturamento equivalente a 50% ao mesmo período do ano passado. Neste mês, a expectativa varia de 60% a 75%. Em outubro e novembro, a empresa espera superar os índices de setembro. No acumulado do ano, a ideia é fechar 2020 com uma parcela de 60% do faturamento registrado em 2019.

“Nos primeiros meses, nosso faturamento despencou e garantimos receita suficiente para manter a empresa. Para nossa surpresa, este semestre já demonstra recuperação mais acelerada, motivada principalmente pelo lazer. É legal observar esse crescimento, principalmente se comparado com 2019, historicamente o melhor ano para a E-HTL”, declara o CEO.

E a preocupação com os agentes de viagens foi uma das premissas durante o período de dificuldade. Louro observa que a MP 936 foi a única medida utilizada pela empresa, a fim de flexibilizar o quadro de funcionários. Contudo, MP 948, que aborda a lei de cancelamento e reembolso, por exemplo, não foi foco da operadora.

“Percebemos que muitas empresas pisaram na bola com o agente de viagens. Alguns pararam pelo caminho e outras usaram a medida provisória. Nós não seguimos com a MP 948. Ao invés disso, fomos atendendo às demandas de cada profissional”, se orgulha Louro, que ainda destaca o atendimento a todos os agentes e nenhuma reclamação no Reclame Aqui ou no Procon.

O lançamento do aéreo foi uma das molas propulsoras que auxiliaram a empresa nesse reaquecimento do mercado de lazer. O CEO declara que essa novidade agregou e deu um up nos negócios, colaborando para o crescimento da empresa em meio a este cenário.

“O mercado corporativo foi o que mais sofreu e o lazer se tornou um escape para quem já não aguentava mais ficar em casa. Tem hotéis lotados, seguindo o número limitado de ocupação e o segmento vem tendo uma recuperação mais acelerada”, afirma o profissional, deixando claro que o corporativo continua sendo o carro-chefe da operadora.  

Outro produto que conquista alta demanda é locação de veículo, conforme aponta Louro. “Nosso departamento tem batido mês a mês a meta e até sentido dificuldade em realizar algumas reservas, porque falta veículo.

Os destinos mais regionais, como previsto, são protagonistas neste momento. Locais como Angra dos Reis, Cabo Frio e Porto de Galinhas, por exemplo, são alguns dos que ganham atenção. No internacional, a expectativa é a América Latina, principalmente com a reabertura de fronteiras em alguns países, previstos para as próximas semanas.

E-HTL: planos para 2021

Muitas das ações previstas para este ano tiveram que ser adiadas, como é o caso do marítimo, anunciado no começo do ano e com previsão de ser incluso no portfólio da empresa no primeiro semestre. Agora, a ideia é que a novidade faça parte da empresa no primeiro semestre de 2021. “Tivemos que recuar, visto que é um segmento que foi muito afetado. Em janeiro retomamos o projeto e, a partir dos meses seguintes, colocamos para rodar”, afirma o CEO. Outras apostas previstas para o próximo ano são os segmentos religioso, de luxo e de lua de mel.

“Acreditamos que, em 2021, conseguiremos voltar ao patamar de 2019. Estamos bem entusiasmados com o ano que vem. Há muita demanda reprimida”, estima Louro.

Lição de ouro

Se você fizer sua lição de casa bem feita, se preocupando com custo, e não somente com venda, o mercado responde. Não deixamos de atender um agente de viagens. Fizemos nossa lição de casa e os agentes de viagens que são nossos parceiros reconhecem isso”, finaliza.

Flávio Louro, diretor geral da E-HTL Viagens
Flávio Louro, diretor geral da E-HTL Viagens

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