“É preciso parar de tratar o viajante LGBT como um grupo único ”

Ewerton Camarano, Leonel Reys, Mariana Aldrigui, Sandro Stanise e Clovis Casemiro (IGLTA Brasil)

Por Mayra Salsa

Os desafios para que a hotelaria entenda as peculiaridades e tenha sucesso no atendimento aos viajantes LGBT foram debatidos no segundo painel do Fórum de Turismo LGBT do Brasil, evento realizado pela revista ViaG em parceria com a Associação Brasileira de Turismo LGBT (ABTLGBT).

Mas, afinal: existe alguma diferença no tratamento? Esse foi o tom do debate que teve a participação de Ewerton Camarano, gerente do Novotel Jaraguá, do grupo Accor; Leonel Reys, diretor de vendas para América Latina da Hard Rock Hotels; e Sandro Stanise, gerente regional de vendas da rede Meliá. Com mediação de Mariana Aldrigui, professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP). “É preciso parar de tratar o viajante LGBT como um único grupo”, resumiu Mariana, lembrando que existem indivíduos diferentes, com desejos e necessidades diversas dentro desse grande segmento. Exatamente como acontece com o turista heterossexual.

“Respeito, brilho nos olhos e carisma são essenciais no nosso trabalho, independentemente do cliente que estamos atendendo”, disse Camarano.  Ele ressaltou o compromisso da Accor que, em fevereiro deste ano, tornou-se membro do Fórum de Empresas e Direitos LGBT. “Diversidade é um assunto muito amplo. Para atingirmos o cliente final, precisamos passar por uma transformação interna”, defendeu o repdisse Camarano.

Reys complementou dizendo que um dos principais pilares da Hard Rock Hotels é amar e servir bem a todo mundo. “Não oferecemos nada de especial ao cliente LGBT. Os serviços são os mesmos, apenas adaptamos os serviços do hotel para o padrão exigido por esse público”, explicou. Questionado sobre qual o posicionamento dos hotéis da RCD quando algum hóspede tem uma postura desrespeitosa com o público LGBT, Leonel foi muito objetivo. “Realmente não há distinção em um caso de comportamento inadequado. Temos uma política que cabe para todos os hóspedes. As regras de diversão e posturas é igual para todos e nossa equipe de concierge está preparada a orienta-los de modo cordial e discreto, caso algo desse tipo aconteça. Mas vale lembrar que esse tipo de situação não é recorrente em nossos hotéis”, enfatiza.

Já Stanise citou o slogan do meliá “Tudo é Possível” e ressaltou que o trato com as pessoas é mais importante do que o mecanismo.  Para ele, assuntos como o padrão da cama oferecida são páginas viradas. “Mas ainda existem dúvidas em relação a detalhes como os tamanhos dos chinelos e roupões oferecidos nos quartos e em relação a pronomes de tratamento”, finalizou.

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