É preciso ter paixão

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Por Christina Kler*

Vou começar simplesmente dizendo que para um agente de viagem ser bom no que faz tem de ter paixão. E também, com certeza, aquela vontade de aprender mais para poder encontrar o “caminho da felicidade” para os clientes. Oferecer novidades é parte desta jornada.

Se para muitos viajar é a melhor coisa do mundo, chegar a um destino desconhecido é melhor ainda. Sempre gostei de poder relatar experiências vividas, ensinando alguns caminhos novos. A convite do Turismo da Nova Zelândia, eu embarquei para descobrir um novo mundo, cheio de surpresas que só se encontram por lá.

Após muitas horas a bordo do voo da Air New Zealand, desde Buenos Aires, chegamos a Auckland. A capital da Nova Zelândia, conhecida como a “Cidade das Velas”, fica na Ilha do Norte, nos mares do Sul. Esperam-me na saída do avião, um luxo destinado para poucos e que vale oferecer aos clientes. Não enfrentar fila de imigração e, em alguns minutos, estar a bordo de um helicóptero é um conforto após tanto tempo de viagem. Em meia hora, tenho o primeiro contato com esta terra que, com certeza, é sonho de consumo de muitos.

Waiheke Island apresenta uma paisagem inesperada, praias charmosas, encostas repletas de vinhedos e, o que mais me surpreende: plantações de oliveiras. Tudo neste país tem algo de diferente, único, inclusive as hospedagens. Uma dica é o Lodge Delamore, que não se parece com nada do que já conheci antes. É uma construção em um estilo que lembra um pouco o mediterrâneo, à beira de uma encosta, com uma vista fabulosa, quartos enormes, todos com varanda e cheios de personalidade. A decoração é pontuada por peças originais e antiguidades.

Mas o melhor ainda estava por vir: a gastronomia. Tenho a impressão de estar na casa de um amigo que gosta de cozinhar. O café da manhã, servido na sala principal do Lodge com vista para o mar, certamente foi um dos melhores que já tive em toda a minha vida. Pela primeira vez, provo o “KiwiBerry”, uma miniatura doce de Kiwi, do tamanho de uma cereja.

Passo o dia rodando de carro pela ilha e encontro uma surpresa a cada curva. No Azzuro Groves, um produtor de azeites e de peças de lã, vale uma parada para provar o premiado azeite extravirgem, feito com azeitonas que também são encontradas na Toscana, Itália. Fico extasiada ao ver pela janela um bando de alpacas. Na Nova Zelândia, além do número impressionante de ovelhas – em torno de 30 milhões contra 4,5 milhões de seres humanos – também há criação de alpacas.

Na curva seguinte, indico outra parada, desta vez na Casita Miro. Trata-se de um restaurante que, além de possuir seu próprio vinhedo e fabricar diversos vinhos para aperitivo – como o Madame Rouge, com linda garrafa e rótulo moderno – também serve tapas, do jeitinho que você poderia comer em algum canto de Barcelona, mas com toques especiais criados pela proprietária que nos atende sempre sorrindo. Aliás, outra característica deste país é o bom humor, a amabilidade.

Os vinhos produzidos por aqui estão começando a ficar famosos pelo mundo. São em torno de 24 diferentes vinhedos, como o premiado Kennedy Point. Deixo Waiheke Island, com um gostinho de “quero ficar mais por aqui”. Entretanto, sei que ainda não conheci nada deste país quase perfeito. E, assim, embarco num ferry que me leva de volta para Auckland.

Creio que este relato mostra o quanto é importante os agentes de viagem conhecer pessoalmente os destinos. Isso leva os profissionais a falar com propriedade, a dar detalhes importantes para os clientes, cada vez mais exigentes.

* Consultora de turismo de luxo da NetHospitality

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