Easy Travel Shop combina time qualificado com ideia inovadora

Proposta é fidelizar o cliente final por meio de uma plataforma que reúne passeios e experiências turísticas e monetizar os agentes cadastrados pela venda desses adicionais

Easy Travel Shop
Equipe Easy Travel Shop

Ser a melhor empresa de experiência do País. A meta pode parecer ousada, mas basta olhar o time que está por trás da ideia para perceber o potencial de transformá-la em realidade. A Easy Travel Shop (ETS) nasce com a proposta de combinar o melhor de dois mundos: negociar direto com o cliente final por meio de uma plataforma completa de serviços em destinos turísticos e remunerar o agente de viagens pela venda desses adicionais.

No comando está Michael Barkokzy, executivo conhecido no trade e que retorna ao Turismo depois de 1 ano e 10 meses fora do mercado. Para ele, uma das vantagens da nova empresa é apostar no item que é o principal motivador de uma viagem e, muitas vezes, acaba sendo oferecido por último aos clientes. “Todo mundo escolhe viajar para um lugar por causa das experiências possíveis de se viver naquele destino. Pense em Bonito… É uma imensidão de atividades. Esse deveria ser sempre o começo da venda porque é a partir da oferta de tours e passeios que o cliente determina o tempo de permanência”, pontua o presidente da ETS.

Outro destaque é o fato de a plataforma monetizar os profissionais de vendas mesmo quando a negociação acontece durante a viagem – o que, segundo Barkokzy, ocorre em 80% dos casos. “Normalmente o agente vende hotel, aéreo, pacote e o passageiro deixa para comprar os passeios quando chega no destino. Ninguém vê a cor desse dinheiro”, comenta.

Aliança com os agentes

O viajante acessa a plataforma ou aplicativo da ETS, escolhe as experiências que deseja adquirir, preenche um cadastro e, ao final, tem de indicar um consultor que irá receber pela venda e fará todo o acompanhamento da viagem. “Foco no cliente final é o nosso lema. Mas sempre trazendo junto a cadeia dos agentes de viagens”, pontua Barkoczy, lembrando que o comprador pode mudar o profissional responsável pela curadoria, se for preciso.

Vale destacar que a Easy Travel Shop não vende aéreo, diárias hoteleiras ou pacotes. O portfólio é 100% formado por experiências – como passeios, traslados, ingressos para shows, reservas em restaurantes e day use em resorts, por exemplo – e tem curadoria mais do que profissional. À frente do departamento de Produtos, Bárbara Picolo explica que a negociação começou meses atrás e, hoje, a empresa tem 50 fornecedores cadastrados na plataforma e no aplicativo e dois mil serviços listados que cobrem 70% do território nacional.

Segundo ela, os critérios para seleção incluem estrutura do fornecedor no destino, capilaridade de produtos compartilhados e privativos, assistência ao cliente e facilidade na precificação, além da capacidade de fornecer venda livre. “Precisamos ter a opção de reserva 24 horas antes ou até 8 horas antes do passeio para atender aos clientes que decidem a compra no destino”, explica a diretora. Barkokzy complementa que a análise inclui também os cuidados em relação a protocolos de biossegurança.

Combos de passeios

Bárbara defende se tratar de um momento oportuno para o lançamento, já que a pandemia fez os fornecedores reinventarem seus produtos e comenta que a oferta da ETS engloba diversos biomas e imersão em diferentes culturas brasileiras. O foco inicial será no turismo regionalizado, seguindo as tendências ditadas pelo pós-pandemia. Entre as opções estão tours de vinho pela região Sul, passeios off-road por áreas rurais e piqueniques nas montanhas, por exemplo.

“Pensamos inicialmente nas viagens curtas, mas outros atrativos já estão mapeados”, destaca. A segunda fase de negociação que já foi iniciada e terá oferta disponível em outubro incluirá produtos da América do Sul (Argentina e Chile) e Caribe (República Dominicana e Cuba). Em etapas posteriores, a Easy Travel Shop terá venda de serviços nos Estados Unidos, Europa, África, Ásia, Pacífico Sul e Oceania.

A empresa também aposta na venda de combos com número variável de passeios ou combinações que unem traslado e passeio, por exemplo, que podem ser comprados antes do embarque ou durante a viagem. Há até uma opção de “combo flex” que oferece preço fixo para um número determinado de atividades, mas dispensa o cliente de escolher previamente qual passeio irá fazer.

A diretora de Produtos acredita que a inversão na lógica de venda destacada por Barkoczy – oferecendo primeiro os passeios e depois as diárias hoteleiras – é a grande disruptura da ETS. “Um cliente que vai para Fernando de Noronha e compra um pacote de quatro noites, logo percebe que não será suficiente para conhecer tudo”, exemplifica. No destino citado, há opção de compor combos com até seis experiências.

As informações são disponibilizadas pelo próprio fornecedor e a Easy Travel Shop mantém contato com órgãos de turismo locais, associações, CVB e demais entidades para entender o que o viajante pode fazer em cada região e, a partir daí, buscar novos produtos para incorporar à plataforma. “Também faremos alianças locais para divulgação”, acrescenta.

Pagamento facilitado e tecnologia de ponta

Evandro Kulm, diretor de Tecnologia, explica que a prioridade é garantir a segurança dos dados – com hospedagem em plataforma cloud – e oferecer inovações como Inteligência Artificial e outras que proporcionem ferramentas adequadas para os consultores conquistarem novos clientes e reterem os atuais. “Temos uma equipe própria de desenvolvimento, o que nos dá agilidade para oferecer essas soluções”, afirma. Ele ressalta, ainda, que o sistema é todo integrado e atualiza as informações em tempo real. “Se o cliente compra um passeio quando está no destino, o agente de viagens indicado e o fornecedor local são imediatamente informados”, conta.

Liderando o departamento Administrativo e Financeiro, Ricardo Cáceres destaca que a equipe busca inovação para atender clientes bancarizados e não bancarizados. “Buscamos parceiros para meios de pagamento que atendam a todos os perfis e vamos promover inovação nessa área”, pontua. A remuneração aos agentes será paga semanalmente.

Caminho inverso

Além de ofertar produtos e serviços para o viajante doméstico, a ETS também visa atuar como incoming no País. “Já ouvi de muitos operadores internacionais que temos essa carência no Brasil”, ressalta Barkoczy. O presidente afirma que há um acordo mundial em negociação para que os produtos da empresa sejam vendidos no exterior. A previsão é que o serviço esteja disponível entre dezembro deste ano e janeiro de 2021. Outra frente é a parceria com produtores de conteúdo selecionados que irão inserir links para os produtos nas matérias produzidas, trabalho que será coordenado por Luciano Palumbo, do TurismoEtc.

“Acreditamos no Brasil, acreditamos no turismo, acreditamos nos agentes de viagens. O que estamos fazendo é o que precisa ser feito: dar ferramentas para esse pessoal poder trabalhar.” michael barkoczy

Cadastramento aberto

O cadastramento de agentes de viagens foi aberto e a empresa funcionará em regime de soft opening com 100 profissionais de vendas a partir de 1º de outubro. Em 30 de outubro, acontecerá o lançamento nacional. Não há nenhum pré-requisito para integrar a lista de consultores da ETS, segundo Barkoczy. O presidente da empresa informa que basta o preenchimento de um cadastro simples que inclui contrato assinado eletronicamente.

Resultado da parceria entre E-Conex e Becem, a empresa já nasce organizada, com conselho deliberativo e equipe executiva dividida em cinco cadeiras – Estratégia (comandada por Emerson Amaral), Financeiro, Tecnologia, Marketing (área liderada por Marcos Tadeu), Vendas e Relacionamento com o Cliente (sob a gerência de Ary Xavier). “É uma sociedade limitada com cara de empresa de capital aberto, com governança, compliance. Como deve ser”, opina o presidente.

O cadastramento pode ser feito em www.easytravelshop.com.br

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