Easy Travel Shop (ETS) e sua fórmula de sucesso

Michael Barkoczy, presidente da Easy Travel Shop (ETS), contou com detalhes os planos e a meta de sucesso previstos para a empresa neste mês

Easy Travel Shop (ETS) sucesso
Michael Barkoczy, presidente da Easy Travel Shop (ETS)

B2B ou B2C? Por que escolher um lado, se você pode uni-los? Foi com esta proposta que surgiu a Easy Travel Shop (ETS), em outubro. A empresa que tem a proposta de focar 100% em atividades e experiências nos destinos atuou por um mês em soft opening, a fim de homologar seus serviços junto com cem agências de viagens parceiras, que testaram ferramentas e deram parecer sobre a funcionalidade. 

Sob o comando de Michael Barkoczy, a ETS se mostrou um sucesso após a conclusão da primeira etapa. Em menos de dez dias, o número de agências aprovadas saltou de cem para 700. “Existe um interesse das agências e um público final correspondente a isso. É uma vitória para as agências de viagens e uma ideia que tende a ser copiada. É uma revolução de pensamento e de mercado”, comenta o presidente da plataforma.

Em novembro, uma das principais novidades foi a parceria com a Iterpec, broker de serviços terrestres de Turismo que integra sistemas de reservas de viagens de lazer e corporativo. A novidade cria um novo acordo de distribuição por APIs com empresas que demonstrem este interesse na operação e distribuição. “Esse ineditismo tem como principal objetivo democratizar as experiências pelo Brasil e pelo mundo a partir de processos simplificados e ferramentas que reúnem os produtos e facilitam o acesso”, reforçou Barkoczy. 

A próxima etapa prevê trabalho próximo com o público final. Para explicar melhor este futuro momento entre outras novidades e curiosidades, conversamos com Barkoczy. Confira!

Por que focar em experiência?

O mercado de experiências movimenta milhões de dólares e está ativo no mundo todo. E experiência é o que fica na cabeça dos viajantes. Se eu perguntar para um turista onde ele se hospedou ou que companhia aérea utilizou em uma viagem há cinco anos, ele dificilmente vai lembrar. Contudo, se eu questionar suas experiências, a resposta será diferente. São essas vivências que ficam dentro das pessoas e permanecem para sempre. Viajantes vão para um destino não pelo hotel que vai ficar ou pela companhia aérea que vão utilizar; mas pelas experiências que o destino oferece. No entanto, elas precisam ser divulgadas da maneira certa. 

Como avalia o soft opening da ETS? 

O soft opening é a etapa mais importante para qualquer startup. Afinal, o correto é tratar os assuntos da empresa por fases. Nenhuma nasce pronta e completa. Foi isso o que fizemos. Selecionamos cem agências que estavam dispostas a nos ajudar no dia a dia para testar a ferramenta. Este foi um momento justamente para ver como o agente de viagens entendia a plataforma e de como o cliente final estava se comportando com nosso serviço. Naturalmente fomos fazendo algumas adaptações para que essas experiências ficassem ainda melhores. Com certeza nos ajudou muito, porque além das vendas, recebemos muitos feedbacks. Realizamos diversos treinamentos e capacitações, para nós, foi muito bom.

As vendas da primeira fase nos deram a certeza de que estamos no caminho certo. Foram respostas boas, rápidas e que nos surpreenderam. Estamos em um momento de pandemia, não podemos nos esquecer, o mercado não está recuperado e a vacina precisa chegar para nos ajudar, mas já tem venda. Chegamos à marca de 700 agências e acreditamos que, até março, chegaremos a 2 mil profissionais cadastrados. 

Quais são os requisitos para que uma agência de viagens seja aprovada?

A ETS não faz nenhum tipo de acordo com empresas que não possuam CNPJ ativo, este é o principal requisito. A partir do momento que ele se cadastra, passa pelo crivo da área de cadastro, que recebe as informações, faz o monitoramento e aprova o agente. Automaticamente, ele recebe um contrato, pelo sistema, e assinado digitalmente. Uma vez autorizado, ele tem acesso, com login e senha, e está disponível para ser consultor de algum cliente e monitorar suas vendas.

Como foi a experiência de levantar uma empresa em meio à crise?

Toda empresa, quando inicia, tem um timing de esquenta. Estamos nesta fase. Entrar no mercado, se fazer conhecidos e preparar propostas está sendo nosso trabalho. Tudo isso leva tempo e, se esperássemos mais tempo e a pandemia passasse, perderíamos esse aquecimento.

Uma empresa demora cerca de três trimestres para desenvolver uma maturação e, neste intervalo, estimamos estar bem posicionados, conhecidos e surfando na onda do Turismo pós-pandemia. O setor está represado, com muita gente querendo viajar e, quando o mercado abrir, estaremos prontos para ele.

Além do timing, a equipe, que conta com o know how de Bárbara Picolo e Ary Xavier, também foi escolhida estrategicamente?

Eu sou muito feliz com o nosso quadro de colabores. Temos toda a experiência da Bárbara, que é uma pessoa de Produtos e Operações como poucas e com relação no mundo inteiro, fazendo um trabalho espetacular junto com sua equipe. E temos o Ary Xavier, que conhece praticamente todos os agentes de viagens do País. Na área financeira, administrativa e de estratégia, há duas pessoas que conhecem muito do mercado, que são Emerson Amaral e Ricardo Cáceres. Evandro Kulm construiu essa plataforma tecnológica e conhece tecnologia atrelada ao Turismo como ninguém. No marketing, temos Marcos Tadeu, que sabe como levar propostas para os destinos. Precisamos de poucos que representam muitos. Ainda terá espaço para outros chegarem, mas jamais uma empresa inflada. 

Esta segunda fase, que envolve a distribuição por APIs, auxilia de que forma o consumidor final e o mercado?

Agentes de viagens não monetizavam com experiências. Isso acontece porque, muitas vezes, o cliente comprava pacotes que só incluíam hotel, aéreo e, se for o caso, um seguro, uma locação de veículo e um city tour. Mas onde fica a experiência? Isso acontece por falta de informação de operadores que não têm tempo de catalogar tudo. Afinal, experiência não é o foco porque toma muito tempo e exige negociação. 

Lançamos essa parceria justamente para que o mercado consuma tudo o que temos de produtos dentro de nossa plataforma. Hoje estamos falando de mais de 2 mil experiências. A ETS se responsabiliza pela operação, por meio da catalogação, negociação de vendas livres, comissionamentos e atendimento. 

Temos consolidação de aéreo, de hotel, mas nunca tínhamos visto uma consolidadora de experiências, que é uma solução para agentes e operadores nacionais e internacionais. Com certeza, a aliança com a Interpec, que é especialista nisso, vai nos economizar muito tempo. O que, sozinho, eu demoraria anos para conseguir, devo resolver em meses. 

Quais serão os próximos passos, pensando no curto prazo?

A partir do primeiro dia de dezembro, vamos iniciar nossa comunicação com o público final. Até o momento, estávamos falando só com o mercado, mas agora estamos falando sobre o cadastramento de clientes e da escolha do consultor que irá atender, seja pela localidade ou por já ter um agente de viagens preferido que sempre será comissionado. Isso dará a oportunidade aos agentes para expandir o leque de clientes. 

Em meados de dezembro, dando início a uma nova área dedicada aos produtores de conteúdo. Assim como aconteceu com os agentes de viagens, terá um número limitado de usuários para homologação e testes. Quando percebermos que o processo está em ordem, disponibilizaremos para outros profissionais. 

A chegada dos produtores de conteúdo não pode gerar ruídos com os agentes de viagens? Como funciona essa parceria?

A ideia é trazer para perto a todos. O produtor de conteúdo poderá ser um afiliado e ganhar comissionamento, mas lembro que a venda ao cliente só ocorre por meio de um consultor, portanto, os dois saem ganhando. Não queremos trazer problemas para a cadeia turística, esta será uma oportunidade para todos. 

Treinamentos e capacitações serão mantidos?

Sem dúvida! Todos os profissionais são informados por meio das redes sociais e dos informes sobre as próximas capacitações, que são tanto sobre destinos e produtos quanto sobre as nossas funcionalidades. E realizamos em diferentes horários justamente para alcançar diferentes agentes de viagens. 

Há algum recado final que gostaria de dar aos agentes de viagens?

Eu quero incentivar os agentes de viagens a olhar para a venda de experiências com a mente aberta. Estamos dispostos a mostrar nossos processos e a ajudar na monetização que, até então, não havia. Não é só uma venda, mas uma parceria durante todo o ano. É preciso trabalhar na experiência, porque é isso que ficará registrado na memória dos viajantes.

Esta entrevista foi veiculada originalmente na edição impressa de dezembro do Brasilturis Jornal. Esta e outras matérias da edição estão disponíveis no link abaixo:

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