Eduardo Giestas, novo presidente do FOHB, destaca prioridades

Eduardo Giestas dará continuidade aos temas desenvolvidos durante a gestão Gehlen com pautas móveis e diretrizes prioritárias

Eduardo Giestas
Eduardo Giestas, CEO da Atlantica Hotels, assume presidência do conselho do FOHB (Foto: Divulgação)

Eduardo Giestas, CEO da Atlantica Hotels, assume hoje a presidência do Conselho de Administração do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). O executivo substitui Alexandre Gehlen, da Intercity, que estava no comando desde 2018, e irá liderar a entidade até março de 2024.

A chapa foi eleita por aclamação, em assembleia realizada hoje (10/3), de forma virtual. O novo conselho tem Manuel Gama, da rede Travel Inn, como vice-presidente administrativo-financeiro e traz outros cinco VPs: Elaine Alves (Bristol Hotéis), Otto Sarkis (HPlus), Antonio Dias (Royal Palm Plaza), Paulo Mélega (Átrio Hotéis) e Thomas Dubaere (Accor).

Orlando de Souza segue como presidente-executivo, posição considerada essencial – tanto por Ghelen quanto por Giestas – para garantir a continuidade do trabalho na entidade nessa transição. “Ele é o condutor do FOHB, tem um profundo conhecimento de temas regulatórios até assuntos operacionais e um time competente e alinhado”, cravou Giestas.

Consistência

O novo presidente afirma que dará continuidade aos temas desenvolvidos durante a gestão Gehlen com pautas móveis, de acordo com o momento, e diretrizes prioritárias. Um dos principais focos está na aprovação da reforma tributária, com atenção especial às questões relacionadas à tributação de dividendos de condohotéis.

“É um setor bastante representativo na hotelaria urbana e que será profundamente impactado com a reforma”, pontua Giestas, reforçando seu apoio a uma reforma “progressista, justa e que simplifique o ‘manicômio’ tributário brasileiro para desonerar e ajudar a desenvolver o setor de serviços”.

A reforma prevê aumento na alíquota de impostos para o setor de serviços, o que pode colocar a indústria em vantagem e é um ponto de preocupação para os executivos. “A premissa é que o setor de serviços pode repassar preços ao consumidor, o que não é possível nesse momento em que a hotelaria vive um cenário de demanda reprimida”, defende Gehlen.

Outro eixo prioritário é reforçar o papel da entidade – e do segmento que ela representa – no fomento ao Turismo brasileiro, na geração de empregos e renda, e também nas articulações intersetoriais para alinhar os interesses específicos de cada área em uma agenda macro que beneficie a indústria como um todo.

“Vivemos uma cruzada constante, mas a pandemia acabou contribuindo para a união dos diversos elos, via G20. A cadeia de Turismo é muito complexa, com setores que vão do aéreo, concentrado em quatro grandes companhias, até o de eventos, composto por milhares de micro e pequenas empresas, por isso há dificuldade de construir uma agenda conjunta. Mas é preciso manter a união e estendê-la a toda a indústria”, pontua Eduardo Giestas.

Indução de demanda

Independentemente de porte ou modelo de negócios, há convergência entre os setores nos pleitos relacionados a medidas de apoio. Especialmente no tocante à obtenção de crédito e flexibilização de contratação de mão de obra. Afora as questões relacionadas à pandemia e seus impactos, o presidente do FOHB também manifestou preocupação em relação ao desenvolvimento de estratégias para estimular viagens futuras. “Isso vale para todos. A área de eventos sofre muito porque não tem capital de giro, mas ela é uma importante indutora de demanda. Sem eventos não tem turismo”, lembra.

Na visão dos executivos, outro legado da pandemia é a melhoria na oferta – tanto na chegada de novas tecnologias que impactam positivamente a experiência do hóspede quanto na adoção definitiva de procedimentos de higiene e biossegurança. Os fatores trazem alento, inclusive, aos investidores. “Nosso mercado ainda é subofertado, está sofrendo com a volatilidade por conta da demanda reprimida que é motivada unicamente pela crise sanitária, mas ele vai voltar e trará um potencial maior de retorno sobre o investimento”, diz Gehlen.

Giestas e Gehlen concordam que a vacinação em massa é a única saída viável para movimentar a hotelaria de negócios – nicho majoritário entre os associados. “Em mercados como o Reino Unido, que tem mais de 40% da população imunizada, colegas relataram que a demanda vem reagindo de forma acelerada”, complementa Souza.

Fundado em 2002, o FOHB reúne 20 das mais importantes redes hoteleiras nacionais e internacionais em atuação no País. Fundado em Os 667 hotéis de redes associadas ao Fórum totalizam mais de 104 mil unidades habitacionais (UHs) e estão presentes em 201 municípios, nas cinco regiões, gerando mais de 150 mil empregos diretos e indiretos. A entidade prevê que, até 2023, o número de redes associadas chegue a 757, somando 130 mil UHs.

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