Emirates enfrenta desafios para bater metas do 1ºS, afirma Globaldata

O grupo Emirates pediu para seus funcionários tirarem férias, devido ao Covid-19, e a Globaldata avalia como o setor é um dos mais impactados no momento

Emirates
Foto: reprodução

Em resposta a iniciativa da Emirates Group, de Dubai, que pediu aos funcionários que tirassem férias pagas e não-pagas devido ao Covid-19, Colin Foreman, editor adjunto da Globaldata, deu seu parecer. Segundo ele, as companhias aéreas são uma das mais impactadas pelas medidas para controlar propagação do vírus.

“A maior operadora da região, os Emirados do Dubai, é a que mais corre risco, pois opera uma extensa rede a partir de seu hub em Dubai, que conecta Ásia, Europa, Austrália, África e Américas”, avalia o executivo.

Ainda de acordo com ele, a Emirates entra neste cenário com muita força financeira. No ano fiscal de 2018/19, o grupo reportou seu 31º ano consecutivo de lucro, atingindo R$ 3.1 bilhões no ano. Para a primeira metade do ano fiscal 2019/20, a companhia aérea anunciou um lucro líquido de R$ 1,6 bilhão.

“Enquanto o Covid-19 continua, parece cada vez mais difícil para a Emirates manter sua lucratividade pelo 32º ano. O momento do exercício financeiro – que termina em 31 de março – pode ser crucial, mas se o grupo fizer uma perda pela primeira vez, poderá mudar o equilíbrio no relacionamento da companhia aérea com seu acionista, a Corporação de Investimentos de Dubai (ICD)”, pontua Foreman.

O editor adjunto ainda relembra que Dubai recebeu dividendos da companhia aérea. Para 2018/19, a ICD recebeu um dividendo de US$ 136 milhões. “Se as perspectivas para 2020 diminuírem ainda mais, Dubai pode enfrentar a perspectiva de retornar esse favor com apoio financeiro”, conclui.


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