Empresas mais humanas

empresas mais humanas

A pandemia obrigou os líderes das corporações a prestarem mais atenção ao ser humano. Não só  às questões de saúde de seus colaboradores, mas também às condições de moradia, à qualidade do transporte cotidiano, à resiliência diante dos desafios e também às suas emoções.

Para além das próprias empresas, tiveram de olhar para as pessoas que trabalham nos seus fornecedores, bem como para clientes e a comunidade do entorno. Foi preciso entender as suas necessidades e exercer integralmente o papel social que é conferido às empresas – o de corresponsabilidade.

O terceiro pilar do desenvolvimento sustentável, enfim, ficou óbvio. Não há empresa saudável em uma sociedade doente. E não haverá recuperação econômica sem apoio da iniciativa privada à recuperação social, à erradicação da extrema pobreza, ao trabalho, ao empreendedorismo ou ao microcrédito.

O Turismo é um dos setores da economia cujo retorno às atividades vai além do afrouxamento das medidas de isolamento social. Ele depende de variáveis não controladas, como a sensação de segurança das pessoas em retomar os deslocamentos e lidar com aglomeração, confiança na economia, revisão do modo de trabalho, retorno da realização dos eventos, eficiência dos equipamentos turísticos e reorganização dos destinos, entre tantas outras.

Ainda há uma estrada a ser percorrida, mesmo depois de toda a atividade econômica retomada. Mas a solidariedade aflorada neste período em que o medo e a incerteza se fazem presentes vai ter de permanecer como estratégia dos negócios. Principalmente nas grandes corporações que têm mais fôlego para sobreviver. A cultura de doação, a ocupação de espaços onde o Estado não chega, o apoio aos pequenos empreendedores, a compra local, a contratação de pessoas das comunidades, a segurança sanitária e os relacionamentos serão pautas obrigatórias nas decisões.

Sustentabilidade é sinônimo de eficiência.  A econômica e a ambiental já estavam mais claras nos business plans. Eis que chegou a vez do social.  Empresas humanas serão as mais capazes de inovar e encontrar soluções nesse novo cenário. A transparência e a confiança serão valores colocados à prova de forma mais constante do que antes. 

O capital mais valioso dos agentes de viagens – as suas relações – será essencial para reengajar clientes em uma atividade que estava no topo das prioridades individuais e que precisa ser resgatada. Prestar atenção ao básico do humano é a nova ordem mundial.

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