Espírito Santo lança comparativo no perfil de turistas pré e pós covid-19

Na pesquisa de verão, 57,9% procuraram destinos mais isolados e 33,3% atrasaram os planos de para o Espírito Santo devido à pandemia

Espírito Santo
Dorval Uliana, secretário de Estado de Turismo do Espírito Santo

Nesta quinta-feira (4), a Secretaria de Turismo do Espírito Santo divulgou os dados da pesquisa de Identificação do perfil do Turista feita no verão e carnaval de 2020 e 2021 com coordenação do Observatório do Turismo Estadual e aplicação da Qualitest Ciência e Tecnologia Ltda. As informações apresentam entre os períodos pré e pós pandemia de covid-19.

Dentre os principais destaques está a queda no gasto médio individual; mudança no volume de emissão e estados emissores; preferência por veículo para deslocamento; tipo de estabelecimento para estada e de serviço buscado para a organização da viagem.

A pesquisa levou e consideração as respostas presenciais de 2.280 pessoas – 1620 respondendo sobre o período verão e 660 sobre o carnaval. Em 2020, a aplicação do questionário contemplou os municípios de Anchieta; Conceição da Barra; Guarapari; Linhares; Marataízes; Piúma; São Mateus; Serra; Vila Velha; e Vitória. No ano seguinte, os pesquisados foram: Anchieta; Conceição da Barra; Divino de São Lourenço; Dores do Rio Preto; Guarapari; Iúna; Marataízes; Piúma; São Mateus; Serra; Vila Velha e Vitória.

A pesquisa de perfil do turista é realizada anualmente pela Setur. Este ano, o Observatório do Turismo acrescentou ao questionário questões relacionadas à pandemia, com o objetivo de avaliar as medidas adotadas pelo Governo do Estado junto ao segmento.

“O Espírito Santo estimula os empreendimentos que fazem parte da cadeia produtiva do turismo à adesão ao selo “Turismo Responsável”. Hoje, no Espírito Santo, são 552 empreendimentos com o selo, o que significa que estão cumprindo as normas sanitárias de prevenção, qualificando o destino Espírito Santo”, pontua Dorval Uliana, secretário de Turismo do Espírito Santo.

Acompanhantes

Outra mudança notável está no perfil dos viajantes, dos quais no verão, famílias sem filhos tiveram alta expressiva (de 31,4% para 47,2%); seguidas por casais (de 15,1% para 16,7%); pai ou mãe com filhos (de 7,2% para 13,4%); pessoas viajando sozinhas (de 6,0% para 9,3%); e em grupo (de 1,1% para 2,4%). Somente o quesito casais com filhos teve queda brusca, saindo de 26,5% para 2,7%.

No carnaval o cenário é um pouco diferente. Familiares com filhos (de 28,0% para 42,0%) e sozinho (de 6,9% para 9,2%) tiveram alta, enquanto as demais categorias apresentaram queda. Casais com filhos (de 16,5% para 12,1%); casais (de 19,2% para 15,4%); com amigos (de 20,4% para 15,5%); mãe ou pai com filho (de 4,6% para 1,5%); e em grupo (de 3,1% para 2,3%).

Avaliação

A pesquisa ouviu também a avaliação dos turistas em relação a gastronomia (4,3), hospitalidade (4,2), segurança pública (4,0), limpeza dos atrativos (3,9), limpeza pública (3,9), sinalização turística (3,8), serviço de táxi (3,7), transporte público (3,6), guias de turismo (3,6), Centro de Informações Turísticas (3,5). A média geral de pontos foi de 3,7 e 2020 e 3,8 em 2021.

As mesmas categorias foram pesquisadas para o período do carnaval e a pontuação foi: gastronomia (4,3), hospitalidade (4,2), segurança pública (4,0), limpeza dos atrativos (4,0), limpeza pública (4,0), sinalização turística (3,9), serviço de táxi (3,8), transporte público (3,6), guias de turismo (3,5), Centro de Informações Turísticas (3,5). A média geral de pontos se manteve em 3,8 em ambos os anos.

Em relação aos pontos negativos evidenciados relativos aos novos hábitos necessários em decorrência da pandemia, 60,1% consideraram que os protocolos de higiene foram cumpridos e, entre os problemas detectados, o não uso de máscaras pelos funcionários dos estabelecimentos foi apontado por 69,2% dos entrevistados, seguido de 36,5% que apontaram a falta de álcool em gel, e 18,3% que identificaram desrespeito às normas sanitárias de prevenção ao novo Coronavírus.

Deslocamento

O verão de 2021 foi marcado pela alta no uso do avião (de 14,6% para 20,6%) para chegar ao Espírito Santo. O trem de Minas Gerais a Vitória também teve aumento no uso, saindo de 1,8% para 2,5%. Já o automóvel próprio (de 62,9% para 60,6%) esteve abaixo do volume de 2020. Houve queda também no uso de ônibus (de 18,7% para 15,0%) e automóvel alugado (de1,6% para 0,5%).

O período dos foliões foi marcado pelo aumento do uso do automóvel próprio (de 56,9% para 63,6%), além do ônibus (de 21,7% para 22,1%). Os voos (de14,0% para 9,7%) para o destino tiveram diminuição, bem como o uso do trem (de 3,9% para 2,4%) e o automóvel alugado (de 1,0% para 0,3%).

Estados emissores

Na categoria estados emissores, o comparativo 2020-2021 aponta queda na presença de mineiros (de 43,2% para 32,9%) e paulistas (de 6,5% para 5,3%). Houve alta nas viagens entre capixabas, de 35,7% para 42,6%; cariocas, (de 7,4% para 10,2%); brasilienses (de 2,4% para 2,9%); e baianos (de 1,0% para 1,5%) no período verão (janeiro).

De olho no carnaval, a categoria identificou os mesmos emissores como principais, no entanto, o Estado do Rio de Janeiro manteve a taxa de envio de turista igual nos dois anos (14,7%). Minas Gerais foi um dos estados com retração nos números, saindo de 39,1% para 34,3%. São Paulo (de 4,4% para 3,2%) e a Bahia (de 1,3% para 1,1%) acompanham a queda. Somente a demanda interna do Espírito Santo (de 36,9% para 43,9%) e o Distrito Federal (de 0,9% para 1,4) apresentaram crescimento.

“O retrato do turista que procurou o Espírito Santo para passar alguns dias do Verão, como também no feriado de Carnaval, mostra que as pessoas estão atentas aos protocolos, buscando destinos mais isolados e próximos, correspondendo às orientações trabalhadas por nós com os municípios e o trade turístico capixaba, visando à preservação da vida”, afirma.

Fator de decisão

Quando perguntados sobre os fatores que influenciaram a escola do destino ou pacote turístico, o destaque é a alta naqueles que já conheciam o Espírito Santo (de 58,4% para 65,7%), internet e redes sociais (6,8% para 8,7%), a influência dos ambientes de trabalho ou estudo (de 1,1% para 1,2%) e o uso de agências de viagens (de 0,6% para 1,0%). Houve queda na tomada de decisão por indicação de amigos ou parentes, saindo de 30,2% para 22,3%) no verão.

Já para o carnaval, o crescimento se repete entre aqueles que já conheciam o Estado (de 62,3% para 69,8%) e os que fizeram buscas nas redes sociais (de 7,1% para 9,5%). Todas as demais categorias tiveram queda. Indicação de amigos ou parentes (foi de 26,7% para 19,1%); influência comparativa ou escolar (de 1,0% para 0,9%); agência de viagens (de 1,2% para 0%); e sites especializados (de 1,0% para 0,5%).

Frequência de visitação

Em relação a frequência dos viajantes no Espírito Santo, os dados apontam para alta em pessoas que vão ao destino uma vez no ano (de 31,6% para 33,3%) e mais de duas vezes (de 21,3% para 26,9%) durante o verão. No outro período analisado, há um crescimento expressivo em quem ciaja mais que duas vezes por ano para as terras capixabas (de 22,7% para 31,1%). Aqueles que conhececheram o destino em janeiro de 2020 (20,1%) se sobrepõe a comparação com este ano (16,1%), já na comparação carnavalesca, os números ficam em 21,6% no período pré pandemia e 15,3% no pós pandemia.

Gastos com a viagem

O gasto médio individual (GMDI) teve uma baixa singela, de R$ 88,55 em 2020 para R$ 86,60 em 2021, equanto o tempo de permanência foi de 10,4 dias para 11,0 e o número de pessoas incluidas nos gastos deixou de ser 3,8 para se tornar 3,4 no verão. No carnaval o GMDI vai de R$ 117,28 para R$ 90,54, divididos por 3,1 pessoas em 2020 e 3,3 em 2021. O tempo de permanência cresceu, ido de 6,4 para 7,7 dias.

­Meios de hospedagem

A respeito dos meios de hospedagem, os imóveis próprios se destacaram tanto no verão (de 14,2% para 18,8%) quanto no carnaval (de 11,6% para 17,7%). A permanência em casa de parente e amigos também apresentou números semelhantes em ambos os período, de 36,1% para 35,6% no verão e de 36,7% para 35,6% no carnaval.

Houve queda para aos imóveis alugados no Airbnb, de 25,4% para 22,1% e de 24,9% para 20,0% respectivamente. As pousadas também sofrerambaixa nos dois períodos de análise, de 14,0% para 10,3% no verão e de 12,8% para 12,0% no carnaval. A busca por camping subiu de 0,4% a 2,7% no verão e de 1,0% a 3,6% no carnaval.

Planejamento

Na elaboração da viagem, o convite de amigos e ou parentes teve queda na influência (de 55,4% para 49,1%) e seguido por buscas na internet (de 20,9% para 19,7) no verão. Já outros caminhos não especificados apresentou alta (de 11,3% para 13,5), ficando na frente de buscas já no destino (de 8,4% para 9,4%), auxílio do agente de viagens (de 2,2% para 6,0%) e ambiente corporativo ou escolar (de 1,8% para 2,2%).

Para o carnaval somente os quesitos outros (de 6,7% para 18,2%) e a busca por informações já no destino (de 6,7% para 10,8%) apresentaram crescimento. Os números ficaram em baixa para convite de amigos ou familiares (de 62,4% para 51,2%), busca na internet (de 19,3% para 15,0%), uso do agente de viagens (de 3,5% para 3,3%) e ambiente corporativo ou escolar (de 1,4% para 1,5%).

A pesquisa de verão e carnaval podem ser vistas na íntegra no site do Observatório do Turismo do Espírito Santo.

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