Está aberta série de palestras e painéis do 6º Seminário Aviesp

Por: Camila Oliveira

CAMPINAS (SP) – Na abertura oficial do 6º Seminário Aviesp para profissionais do turismo,realizado hoje, dia 25, na Casa de Campo do Royal Palm Plaza, o presidente da entidade, Marcelo Matera deu as boas-vindas aos agentes e operadores presentes para o seminário que tem o intuito de trazer discussão e encontrar respostas que viabilizam o trabalho de todos.

 

O executivo deixou seu recado: “Temos que tornar nossas agências em empresas de verdade. Sobreviverão os que forem profissionais. Teremos o nosso espaço junto às vendas online, para isso precisamos oferecer mais serviços aos nossos clientes. E ainda nos aproximar e integrar nossas ações”, declarou.

 

Matera ainda lembrou que a Aviesp promoverá nos próximos dias 6 a 8, o 1º Feirão de Viagens, no Campinas Shopping, onde as agências poderão vender seus produtos a preços competitivos. A iniciativa tem apoio da Braztoa e da Prefeitura de Campinas. “O nosso seminário será incorporado à feira para fortalecer e incrementar os dois eventos”, contou o presidente.

 

Painel

Sob o tema “Campinas como vetor do desenvolvimento regional do interior – aspectos econômicos e sociais”, mediado pelo presidente do Conselho Deliberativo da Aviesp, Marcos Lucas, teve início o primeiro painel do seminário.

 

O primeiro painelista a abordar o tema foi Antonio Dias, do Royal Palm Plaza, o qual afirmou que a rede hoteleira de Campinas vai passar por uma grande transformação nos próximos anos, com a abertura de 1,7 mil hotéis. Embora ainda não se saiba se este número será suficiente para atender a demanda da região, principalmente após a inauguração do centro de eventos e a ampliação do Aeroporto de Viracopos. “Temos de estar atentos aos desafios de absorver a demanda e aos novos projetos hoteleiros”, disse. Atualmente a cidade oferece 4 mil apartamentos e desde 2003 quase não houve abertura de hotéis na cidade.

 

Já no setor aéreo, Gianfranco Beting, da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, citou que a companhia aérea foi um vetor muito importante para a região com apoio de todas as parcerias do trade. “Desde 2008, quando inauguramos nesta região, a Azul colocou o interior do São Paulo no mapa turístico”, afirmou. Atualmente, a empresa aérea oferece 180 voos diários, ligando Campinas e região a 54 destinos.

 

“Ou seja,a Azul propicia o dobro de conexão, se comparado com o que as concorrentes fazem nos aeroports de Guarulhos e Congonhas. A Azul é ainda a aérea que mais transporta paulistas dentro do Estado. Vamos lançar mais um voo com destino a Araraquara. Apesar disso, temos muito o que fazer dentro desta região”, declarou Beting.

 

Entre outros benefícios para Campinas e região está o Aeroporto de Viracopos, que pretende ser o melhor da indústria na América Latina, após todos os projetos de ampliação e melhorias. Cerca de R$ 9,5 bilhões estão sendo investidos nos planos de desenvolvimento e outros R$ 200 milhões na reforma do terminal.

 

Até o mês de outubro, o aeroporto registrou 822 mil embarques e movimentação de mais de7 milhões de passageiros. Segundo a representante do Aeroporto Brasil, Graziella Delicato, o desafio ainda é replicar os 34% do transporte de carga que passa por Viracopos, e aumentar o número de 10 milhões de passageiros transportados por ano.

 

“Estamos trabalhando agora na capitação de companhias aéreas internacionais, para trazer ainda mais benefícios para o interior paulista. E, também por isso, estamos muito satisfeitos com o codeshare que a Azul terá com a TAP, pois é importante ter essa distribuição de passageiros”, disse Graziella.

 

A empresa aeroportuária também está desenvolvendo o projeto de “aeroporto cidade”, que visa aumentar o desenvolvimento econômico e social dos entornos do aeroporto. “O conceito de aeroporto cidade é ter tudo dentro da área do aeroporto”, explicou.

 

O tema do painel também foi abordado por Paulo Xavier, representante da Prefeitura de Campinas. “Temos dois vetores de desenvolvimento diferenciado que o governo tem potencializado. E a prefeitura realiza uma série de projetos que contribuem para o desenvolvimento da região, como a criação do “Exporta Campinas” para desenvolver pequenas e médias empresas e ainda no incentivo e promoção de capacitação.”

 

Segundo o profissional, também está sendo desenvolvido um projeto para a questão de mobilidade na cidade. Serão criados dois corredores para ligar a região oeste ao centro, e interligar o aeroporto em determinadas áreas que são fontes de tráfego.

 

Uma das primeiras consolidadores a se instalar na região, foi o Grupo Ancoradouro que também marcou presença com Juarez Cintra como painelista. O profissional evidenciou o forte mercado e grande potencial que Campinas possui desde que a empresa foi criada há 27 anos. “Hoje seguimos investindo em melhorias e em tecnologia”, citou.

 

Camila Oliveira

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