Estados Unidos liberam todos os aeroportos para voos vindos do Brasil

Passageiros estão dispensados de check-up médico na chegada

estados unidos

O governo dos Estados Unidos anunciou hoje (12/9) que irá retirar as restrições que limitavam os aeroportos autorizados a receber voos vindos do Brasil. A decisão vale a partir da próxima segunda-feira (14/9) e envolve outras nações – Irã, China, Reino Unido, Irlanda do Norte e a região de Schengen.

Antes disso, as aeronaves eram direcionadas para um dos 15 aeroportos norte-americanos com centros médicos, nos quais os passageiros tinham de passar por uma triagem. A partir de agora, segundo informações enviadas pela Embaixada dos EUA no Brasil, todos os aeroportos podem receber os voos e não há necessidade de exames na chegada.

É essencial reforçar que as fronteiras estão abertas exclusivamente a brasileiros com green card, tenham visto de residente ou que atendam a um dos requisitos para entrada nos EUA. O turismo internacional ainda não foi retomado e depende de uma decisão de Donald Trump em relação à proclamação de 22 de junho. Na ocasião, o presidente norte-americano suspendeu a restrição à entrada de visitantes de determinados países – incluindo o Brasil – no país até 31 de dezembro de 2020.

Confira a lista de categorias isentas neste link.

Nova fase

A medida é parte de uma nova estratégia criada pelo Centro de Controle de Doenças (CDC, da sigla em inglês) para combater a pandemia por meio de informação. A eficácia limitada da triagem em aeroportos foi o motivo alegado para direcionar os esforços a medidas de saúde pública para mitigar os riscos de transmissões durante as viagens.

Assim, os recursos para compra de equipamentos e suprimentos médicos serão substituído pelo investimento em campanhas educativas, coleta voluntária de dados e ações para desenvolver uma possível estrutura de testagem com parceiros internacionais.

Iniciativas de mitigação com foco no passageiro incluem:

  • Informações sobre saúde para passageiros antes, durante e depois do voo;
  • Forte resposta à doença nos aeroportos;
  • Coleta voluntária de informação de contato de passageiros através de meios eletrônicos, como proposto por algumas companhias aéreas para evitar longas filas, aglomeração e atrasos associados com coleta manual de dados;
  • Possibilidade de testagem para reduzir o risco de transmissões do vírus que causa covid-19, associadas à viagem e movimentação do vírus de uma localidade para outra;
  • Avaliações de risco específicas por país para auxiliar passageiros a tomarem decisões informadas sobre os riscos associados à viagem;
  • Ampliação dos treinamentos e informações para parceiros do setor de transporte e portos de entrada dos Estados Unidos para garantir o reconhecimento da doença e imediata notificação ao CDC;
  • Recomendações depois da chegada de passageiros para que monitorem a si mesmos e tomem precauções para proteger outros, incluindo ficar em casa por até 14 dias para pessoas chegando de destinos de alto risco.

Leia a íntegra da carta enviada pela Embaixada dos EUA no Brasil:

“À medida que a pandemia de covid-19 continua, o governo dos Estados Unidos está inovando ao adotar um novo método para manter passageiros internacionais saudáveis.  A nova e mais eficaz estratégia foca na continuidade de viagens e no passageiro, incluindo fornecimento de informações antes da partida e depois da chegada, ações para desenvolver uma possível estrutura de testagem com parceiros internacionais, e resposta à doença.  Essa estratégia é consistente com a fase atual da pandemia e protege de forma mais eficaz a saúde do público norte-americano.

A partir de 14 de setembro de 2020, o governo dos Estados Unidos removerá os requisitos de direcionamento de todos os voos com passageiros de, ou que tenham passado recentemente por, certos países, a pousar em um dos 15 aeroportos estabelecidos e suspenderá procedimentos de triagem de saúde para esses passageiros na entrada.

Atualmente, procedimentos de triagem de saúde são solicitados para aqueles chegando de, ou que tenham recentemente passado por: China (excluindo as regiões administrativas de Hong Kong e Macau), Irã, região Schengen da Europa, Reino Unido (excluindo territórios estrangeiros fora da Europa), Irlanda do Norte e Brasil.

Hoje temos um melhor entendimento sobre a transmissão da Covid-19, que indica que sintomas baseados em processos de triagem têm eficácia limitada porque pessoas com Covid-19 podem não ter sintomas ou febre no momento da triagem, ou apenas sintomas leves.  A transmissão do vírus pode acontecer de passageiros que não têm sintomas ou que ainda não desenvolveram sintomas de infecção.  Desta forma, o CDC está mudando sua estratégia e priorizando outras medidas de saúde pública para reduzir o risco de transmissões relacionadas a viagens.

Recursos do governo dos Estados Unidos serão redirecionados a iniciativas mais eficazes de mitigação que focam no passageiro, incluindo: informações sobre saúde para passageiros antes, durante e depois do voo; forte resposta à doença nos aeroportos; coleta voluntária de informação de contato de passageiros através de meios eletrônicos como proposto por algumas companhias aéreas para evitar longas filas, aglomeração e atrasos associados com coleta manual de dados; possibilidade de testagem para reduzir o risco de transmissões do vírus que causa covid-19, associadas à viagem e movimentação do vírus de uma localidade para outra; avaliações de risco específicas por país para auxiliar passageiros a tomarem decisões informadas sobre os riscos associados à viagem; ampliação dos treinamentos e informações para parceiros do setor de transporte e portos de entrada dos Estados Unidos para garantir o reconhecimento da doença e imediata notificação ao CDC; e recomendações depois da chegada de passageiros para que monitorem a si mesmos e tomem precauções para proteger outros, incluindo ficar em casa por até 14 dias para pessoas chegando de destinos de alto risco.

Ao redirecionar nossas ações para mitigação para o risco de passageiros durante a jornada da viagem, o governo dos Estados Unidos pode proteger de forma mais eficaz a saúde do público norte- americano.

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