Eventos: encontro híbrido discute presente e futuro do mercado

Encontro debateu flexibilidade de negociação, novas possibilidades e os desafios dos profissionais do setor para superar o momento de crise devido ao novo coronavírus (Covid-19)

Eventos
Palestrantes participam de suas casas

O futuro do setor de Eventos no Brasil tem uma certeza após a pandemia do novo coronavírus (Covid-19): transformação. O termo norteou um evento híbrido realizado na manhã desta terça-feira (31), com a presença – virtual – de especialistas que discutiram os impactos da crise no mercado e os possíveis caminhos para superar esse momento.

A mesa teve a participação de Alexis Pagliarini (Ampro), Eduardo Corrêa (CCM Group); Igor Tobias (MCI); Pedro Guimarães (Apresenta Rio); Roberta Nonis (Evento Único) e Rodrigo Cézar (Alagev e Rosch). A mediação foi de Ricardo Ferreira (MPI Brazil) e a iniciativa veio de Roberto Barreiro (Hoffmann) e Rogério Miranda (Inteegra Tec).

Com discursos parecidos, os painelistas trabalharam, principalmente, com a ideia do debate aberto com clientes e de utilizar a tecnologia para quebrar barreiras do evento presencial, não permitido em razão do vírus. “O momento é de união com todos que fazem o setor. Precisamos da flexibilidade e sensibilização de todos para torna-lo mais saudável após essa crise”, disse Pagliarini.

Já Guimarães fez uma lista dos principais pleitos entregues à Câmara no Rio de Janeiro, mas que serão mediadas com o Governo Federal. “O caminho é planejar a retomada com pensamento nos eventos remarcados, com a tentativa de manter os mesmos patrocínios em curso antes da Covid-19. Além disso, algumas ações, se colocadas em prática, podem melhorar sustentabilidade do setor”, afirmou.

Veja as medidas citadas pelo executivo:

  1. Medida Provisória (MP) para atender salários com recursos oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT);
  2. Projeto de Lei (PL) 869 no Senado, que fala da suspensão de impostos como IOF para empresas de entretenimento;
  3. PL 934 que reconhece a não necessidade de reembolso obrigatório para ingressos de eventos que foram remarcados;
  4. Não parar com programas de leis de incentivo a cultura e ao esporte (além dos patrocinadores)
  5. Promoção da meia-entrada com financiamento público

Em alinhamento, especialistas como Roberta, Cézar e Tobias citaram a preocupação com fornecedores, mas ao mesmo tempo a necessidade mudança. “É um novo momento para o mercado de eventos no Brasil. Novas funções serão criadas com a crise e é nessa ocasião que está a oportunidade de se especializar mais. A transformação será necessária e pensar em eventos virtuais, por exemplo, pode ser uma solução”, encerrou o diretor Corporativo da MCI.

A conferência foi assistida por mais de mil pessoas e contou com a participação de integrantes importantes do trade turístico, como Gervásio Tanabe, diretor Executivo da Abracorp, e Peterson Prado, vice-presidente da Avipam.

Uma segunda edição com o formato de evento híbrido deve acontecer em 10 de abril.

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