Eventos híbridos vieram pra ficar? Isso vai depender dos eventos

De acordo com debate realizado no Tendências 360, o virtual possibilita vantagens, mas não precisa ser regra para os eventos futuros

Eventos Híbridos
Tracy Mann (SxSW), Ralph Peticov (Hack Town), Caio Fazolin (ADA) e Carol Soares (OCLB)

Após debater sobre a ascensão do nomadismo digital e do slow travel com a pandemia, o Tendências 360, evento que visa compartilhar cases e experiências sobre principais nichos do mercado turístico, abordou a seguinte pergunta: os eventos híbridos vieram pra ficar?

De acordo com Caio Fazolin, um dos idealizadores do festival SP Rock Mapping e fundador do Ateliê Digital, os eventos por meio da tela não foi visado como um tapa buraco, mas buscando tirar o maior proveito do modal. “Entendemos que a tela também é um ambiente imersivo, assim como a televisão sempre foi e temos o ao vivo deixando tudo mais acessível”, comenta.

Carol Soares, co-fundadora do OCLB, analisou que as lives e essa tendência não precisa ser abraçada por todos os eventos. “Vamos abaixar essa régua de que todo mundo deve fazer coisas inovadoras e divertidas e observar ‘é inovação para quem?’. Estamos falando de pessoas que quase não tem internet para ver uma transmissão ao vivo e aprender com essas diferentes vivências e com essas múltiplas plataformas”, pontua.

Para 2022, a profissional avalia também que há uma necessidade em ver quais as principais experiências que podem ser possibilitadas pelo virtual que não são entregues no presencial. “A gente pode ganhar com personalização, essa potencialidade não está sendo visada e é possível entregar algo original. Eu tenho tentado cavar isso”, declara.

Tracy Mann, representante do South by Southwest (SxSW), avalia que, no ano passado, foi sempre avaliado não deixar o momento de pandemia atrapalhar os eventos e uma adaptação. Além disso, ela avalia que haverá uma demanda incrível no ano que vem.

“Espero que aproveitemos para levar toda essa energia para essas novas formas, como a gente amplia a interação das pessoas e como a gente consegue fazer todo esse ecossistema crescer de maneira orgânica. Estamos tentando aprender a reviver juntos de uma forma e acho que vai ser legal e marcante essa aprendizagem”, conclui.

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