FAA é criticada por não suspender operações do Boeing 737 Max 8

Outros órgãos reguladores, incluindo a União Européia, China, Austrália e Reino Unido, suspenderam as operações do modelo em seus espaços aéreos

1

Seguindo um movimento contrário ao visto pelo mundo, a Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) afirma que não suspenderá as operações do Boeing 737-800 Max. E a decisão, contudo, tem sido alvo de críticas.

A Boeing garante que o modelo em nada tenha a ver com o desastre na Etiópia. Contudo, o setor aéreo global mantém-se em alerta. A queda do avião da Ethiopian Airlines, no último domingo, ocorreu apenas após outro acidente mortal envolvendo um B737 Max 8. A aeronave da Lion Air, companhia da Indonésia, apresentou problemas no sistema e vitimou 189 pessoas em outubro.

Ontem (12), outros órgãos reguladores, incluindo a União Européia, China, Austrália e Reino Unido, suspenderam as operações do modelo em seus espaços aéreos. Além disso, outras companhias, incluindo a Gol, aliás, adotaram postura semelhante.

LEIA MAIS:Gol e outras aéreas suspendem operações com o Boeing 737-800 MaxChina, Etiópia e Indonésia suspendem voos com o Boeing 737 Max 8Ethiopian deixa de utilizar Boeing 737 Max 8; acidente ainda é investigado

Nos Estados Unidos, berço da fabricante, a suspensão não foi determinada. Em nota, a Boeing afirma que a agência regulatória solicitou modificações no software e sistema de controle. A reestruturação, aliás, deverá ocorrer nos modelos 737 Max 8 e 737 Max 9.

Entretanto, alguns setores têm criticado a decisão. Parte da imprensa, senadores e sindicatos de trabalhadores, aliás, sinalizaram a contrariedade. “Seria prudente que os Estados Unidos também suspendessem temporariamente as aeronaves 737 Max. Isto é, até que a FAA confirme a segurança dessas aeronaves e de seus passageiros”, afirmou o senador republicano, Ted Cruz.

O ex-secretário de Transportes, Ray LaHood, endossou o posicionamento. “Esses aviões precisam ser inspecionados antes que as pessoas voem com eles. O público voador espera que alguém no governo cuide da segurança”, afirmou.

Há quem defenda

Mas não apenas críticas que a FAA tem recebido. “Eu não vejo os fatos que justifiquem a suspensão dos outros países”, afirmou o ex-membro do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, John Goglia. Segundo ele, até o momento, embora as aeronaves fossem do mesmo modelo, ainda não há evidências concretas que ligue os acidentes na Etiópia e Indonésia.

Os senadores democratas Richard Blumenthal, de Connecticut, e Dianne Feinstein, da Califórnia, também apoiam a decisão da agência. Além disso, ambos afirmam que a FAA precisa enfrentar as pressões internas, do Capitólio, e do restante do mundo.


Leia também:
– Latam lucra US$ 149 milhões no 4T18 e tem melhor resultado desde 2012
– Lufthansa encomenda mais 20 unidades do A350-900

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here