FecomercioSP critica volta do despacho gratuito e quer veto de Bolsonaro

A FecomercioSP afirmou que o peso do custo da bagagem sobre a formação do preço da passagem é pequeno em relação a outras duas variáveis

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A FecomercioSP espera que o presidente Jair Bolsonaro vete ao menos parte do texto da MP (Foto: Agência Brasil)
A FecomercioSP espera que o presidente Jair Bolsonaro vete ao menos parte do texto da MP (Foto: Agência Brasil)

A FecomercioSP criticou o retorno do despacho gratuito de malas em voos nacionais. A MP 863, aprovada no Senado Federal na quarta (22), prevê a volta do benefício, contudo, segundo a federação, a medida cria uma barreira para investimentos e espera que o Presidente da República, Jair Bolsonaro, vete a retomada da franquia.

Apesar de se mostrar favorável a abertura abertura ilimitada ao capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras, o retorno do despacho gratuito foi duramente criticado pela FecomercioSP em nota publicada em seu portal online.

Um dos trechos do texto afirma que o peso do custo da bagagem sobre a formação do preço da passagem é pequeno em relação a outras duas variáveis: o combustível, que representa cerca de 40% do custo, e o câmbio, uma vez que cerca de 60% dos custos são dolarizados.


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“Acontece que, logo que a resolução entrou em vigor, houve um forte aumento do preço do petróleo acompanhado pela desvalorização do real. De abril de 2017 a maio deste ano, o querosene de aviação ficou quase 50% mais caro, segundo a ANP, e o câmbio desvalorizou 28%. Com isso, o impacto negativo sobre os custos foi potencializado”, apontou a nota.

A cobrança à parte pelo despacho de bagagem entrou em vigor em maio de 2017, definida em resolução da Anac com o argumento que a medida beneficiaria o consumidor com a redução do preço médio das passagens, de modo que só pagaria pelo despacho quem definitivamente utilizasse o serviço.

A medida foi celebrada pelas companhias aéreas e entidades do setor, contudo, dividiu opiniões de consumidores que dizem não ter havido uma queda nos valores dos bilhetes.

Íntegra da nota da FecomercioSP

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