FecomercioSP pede ao Governo aumento de prazo para pagamentos

A Federação também encaminhou ofício para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sugerindo que oriente as demais Federações para que façam pleitos similares

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Nesta semana, a FecomercioSP encaminhou um pedido de prorrogação de prazo ao Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) para postergar os vencimentos dos tributos do Simples Nacional, incluindo aqueles relacionados aos meses de junho, julho e agosto de 2020.

A entidade pediu também que os tributos de março a agosto sejam pagos em 18 prestações mensais, iguais e sucessivas, sem a adição de juros e com início de vencimento a partir de janeiro de 2021.

A FecomercioSP reiterou ao ministro da economia, Paulo Guedes, e ao Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Alexandre da Costa, a necessidade de protelar os prazos para os pagamentos da contribuição do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Previdenciária Patronal (CPP) de junho, julho e agosto de 2020.

Dados nacionais

De acordo com o Fercomercio SP, o turismo nacional sofreu queda de 54,2% em maio em relação ao mesmo período do ano passado. O setor registrou faturamento de R$ 5,66 bilhões, menor faturamento histórico para o mês, com prejuízo de R$ 6,7 bilhões, frente ao mesmo ínterim do ano passado.

Das seis atividades, cinco registraram retração no faturamento real no comparativo anual, com destaque para o transporte aéreo, com decréscimo de 79,7%, e serviço de alojamento e alimentação, com declínio de 61,9%. Somente o varejo apresentou alguma melhora em maio após as baixas de abril.

O segmento de transporte aéreo continuou operando com 90% a menos de sua capacidade em maio. Os resultados de junho podem registrar algum avanço, visto que os voos estão aumentando gradualmente. No entanto, só se espera uma evolução significativa no último trimestre do ano.

Mariana Aldrigui, presidente do Conselho de Turismo da Federação, afirma que o setor de Turismo foi o mais afetado pela pandemia e segue com grande prejuízo por ser o último com autorização de funcionamento. “O volume de empresas que não terão condições de sobreviver à crise ainda é incerto, apesar de toda a criatividade e empenho na busca de soluções temporárias”, explica.

A entidade ainda recomenda que os empresários se aproximem dos consumidores por meio das redes sociais, principalmente do Instagram, informando, por exemplo as medidas sanitárias que estão sendo realizadas, assim como a disponibilização dos serviços prestados.


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