FecomercioSP: projeta recuperação da economia em 2023; entenda

Queda de 4,1% do PIB, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, não é a pior notícia sobre a crise econômica brasileira, aponta FecomercioSP

FecomercioSP: projeta recuperação da economia em 2023
Foto: reprodução

Na última quinta-feira (4), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) que o País só vai retomar o patamar do começo da década passada em 2023, se daqui até lá sustentar um crescimento de, pelo menos, 2% ao ano.

A última vez que o Brasil cresceu significativamente foi em 2013 – 3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois, estacionou em 0,5% em 2014 e caiu nos anos seguintes: -3,5% em 2015 e -3,3% em 2016.  Quando começava a indicar um cenário de retomada, com expansões tímidas do PIB em 2017 (1,3%), 2018 (1,1%) e 2019 (1,1%), veio a pandemia.

A análise surge a partir da divulgação dos números do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro que caiu 4,1% em 2020 em comparação com o ano anterior, puxado pelas quedas significativas dos serviços (-4,5%), do consumo das famílias (-5,5%) e do volume de importações (-10%). O melhor resultado – como já é comum há alguns anos – foi do agronegócio, que cresceu 2%. No começo da pandemia, houve quem previu uma retração do PIB que beirava o dobro do que realmente aconteceu.

Segundo a FecomercioSP, as perspectivas de um crescimento nesse ritmo são poucas. “Isso porque 2021 já começou com desafios enormes para a economia do País, com um primeiro trimestre marcado por uma nova queda do consumo das famílias em meio ao auge da crise de covid-19, cujos impactos se verão no PIB trimestral. Além disso, há ainda as dúvidas de longo prazo sobre a capacidade do governo federal em implantar uma política de austeridade fiscal cortando despesas. Ainda que o PIB cresça entre 3% e 3,5% em 2021, será muito mais por conta do efeito comparativo da queda de 4,1% em 2020 do que um indicativo sólido da retomada econômica”, pontua a federação.

Para a FecomercioSP, o caminho pode começar a ser trilhado por uma verdadeira reforma do Estado, diminuindo tributos, acelerando investimentos e contendo a alta da inflação por meio de uma política de juros baixos.

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