Fervo, frevo e folia – Confira os principais destinos para curtir o Carnaval

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o carnaval 2019 teve crescimento de 2% na receita frente ao ano passado

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União da Ilha, Carnaval Rio 2014. Foto: Gabriel Monteiro.

O novo calendário brasileiro reservado para 2020 já chama atenção. Claro! O motivo são as pequenas férias e os escapes que poderão ser realizados durante o ano. No entanto, entre as festividades há uma que é vista com muito mais atenção do que outras: o carnaval. A folia faz parte da cultura brasileira e está enraizada no estereótipo do País. Não é à toa que, quando nos identificamos brasileiros, os estrangeiros mencionem o ritmo frenético proporcionado durante o período de festas.

Neste ano, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), já previa aumento de 2% no impacto econômico do País, chegando a uma arrecadação de R$ 6,78 bilhões com as principais atividades do ramo entre os dias 1º e 6 de março, bem como a reversão de perdas em relação às três festas passadas. Além disso, a entidade reforçou a maior demanda em mão de obra – com 23,6 mil trabalhadores temporários entre janeiro e fevereiro, 23,4% a mais do que no último carnaval.


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“Por trás da festa, que lota os principais destinos nacionais, há um enorme impacto no setor de serviços, o que fortalece a retomada do crescimento e a geração de emprego e renda”, observa Marcelo Antônio Álvaro, ministro de Turismo do Turismo, que ressalta a importância do mercado de viagens para a recuperação econômica. O MTur cumpriu uma agenda com gestores de algumas capitais, a fim de discutir a preparação dos destinos, garantindo a segurança dos foliões e lançando a campanha voltada ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes que se repete em 2020.

A CNC também destacou o grande impacto gerado por aqueles que são considerados os principais polos para a festividade: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Juntos, os estados respondem por um montante de 80% da movimentação econômica do Brasil no período. Os segmentos que mais se beneficiam com as festas são o de alimentos e bebidas, transporte rodoviário e os meios de hospedagens, que, juntos, faturaram mais de R$ 5,5 bilhões.


Destinos mais procurados

De acordo com um levantamento realizado pelo metabuscador Voopter, o destino nacional mais procurado para a folia deste ano foi São Paulo (SP), seguido por Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE). O quadro não muda muito quando comparamos com a tendência de busca para 2020; os dois primeiros colocados permanecem os mesmos e Salvador (BA) toma a posição de Recife no pódio.

Já em âmbito internacional, em 2019, Lisboa, em Portugal, foi campeã de busca, se mostrando uma opção de destino para aqueles que querem aproveitar os dias de folga e aproveitar da diversão longe da folia brasileira. Santiago, no Chile; Miami e Nova York, nos Estados Unidos; e Buenos Aires, na Argentina aparecem logo em seguida. O quadro não sofre muitas modificações para o ano que vem, com exceção de Nova York, que sai de cena e dá espaço para Porto, no norte de Portugal.


Cenário otimista?

Não é só os brasileiros que se sentem atraídos pelo carnaval. A expectativa é que a isenção do visto para turistas dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália gere ainda mais fomento na visitação do País durante as festas que ocorrem em todo o Brasil. Desde o anúncio oficial, realizado em 18 de março deste ano, já é notório um aumento na busca de destinos brasileiros por parte desses mercados.

Segundo um estudo divulgado em maio pela Amadeus, houve o crescimento de 31% a 76% nas pesquisas para turismo no país. Já o número de reservas teve uma alta que variou de 53% a 158% em destinos nacionais realizadas por turistas desses quatros países. A iniciativa visa auxiliar no plano de ação de alcançar a marca de 12 milhões de estrangeiros por ano até 2022, representando um crescimento de mais de 50% sobre os atuais 6,6 milhões de turistas que o Brasil recebe.


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Uma análise desenvolvida pelo MTur e divulgada recentemente mostra que, no período de junho a agosto, o Brasil recebeu 25% mais turistas norte-americanos, canadenses e australianos; apenas o Japão demonstra queda de 16%. Mesmo assim, o resultado econômico cresceu 43,4% em julho, um salto de US$ 417 milhões para US$ 598 milhões. “Essa é uma abertura estratégica, que tem forte potencial de contribuir para a geração de divisas, emprego e renda”, celebrou o ministro.

Para ajudar o agente de viagens a intensificar as vendas a três meses do início do calendário do carnaval, a equipe do Brasilturis listou destinos nacionais e internacionais que se destacam no período. Confira os resultados deste ano e as ações programadas para a festa que começa oficialmente em 21 de fevereiro de 2020.


NACIONAIS

Carnaval de Belo Horizonte, 2017. Foto: reprodução.

Belo Horizonte (MG)

Um dos destinos de carnaval que mais crescem no Brasil é Belo Horizonte. A capital vem, cada vez mais, se consolidado como uma das principais opções para os foliões. De acordo com dados da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), entre 2013 e 2018, o evento cresceu 660% em número de participantes e 500% em quantidade de blocos.

Só a edição de 2018 reuniu 3,8 milhões de participantes e uma oferta de 421 blocos, posicionando a folia local como a quarta mais frequentada do País, movimentando R$ 641 milhões e contando com 173 mil turistas. Em 2019, mais sucesso. Durante os 23 dias de período oficial das festas, as ruas de Belo Horizonte receberam cerca de 4,3 milhões de foliões. Foram 410 blocos que fizeram 447 cortejos.


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De 1º a 6 de março de 2019, estima-se que o público foi de 4,1 milhões, sendo 80,1% moradores locais e 19,9% visitantes, o que representa 204 mil turistas, uma alta de 18% em relação a 2018. A maioria dos visitantes veio do interior de Minas Gerais, seguido pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e do Distrito Federal.
Além disso, os visitantes participaram, em média, de quatro dias do carnaval com um gasto médio diário, per capita, de R$ 179,58, totalizando gasto médio de R$ 718,32 ao longo do evento.

A taxa média da ocupação hoteleira de Belo Horizonte foi de 66,82%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-MG), aumento de 9,2% em relação a 2018 e com pico de 86,8% de ocupação no dia 3 de março. Já comparando a diária média em 2019 (R$ 226,06), o aumento foi de 26,1% em relação ao ano anterior (R$179,27). A maioria dos turistas se hospedou em casas de amigos e parentes (69,5%), seguido por hotéis (18,6%) e casas alugadas (4,2%).


A Arena Central em Florianópolis (SC), comportou em 2019 cerca de 1 milhão de pessoas.

Florianópolis (SC)

O carnaval da capital catarinense deste ano foi positivo, tanto no fluxo de público quanto na movimentação econômica, conforme afirma Vinicius de Luca Filho, superintendente de Turismo da Prefeitura de Florianópolis. De acordo com ele, o orgulho vem da passarela de samba e do centro da cidade, na Arena Central, com ação realizada em parceria com a Ambev.

“Com esse apoio, a prefeitura pôde oferecer uma infraestrutura de 80 blocos, que saíram cerca de 130 vezes. A movimentação econômica foi extraordinária, ressaltando que, mesmo aqueles que não curtem a folia de Momo, vão participar, com muita força e ênfase no carnaval da capital nesse período”, declara.


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Em 2019, o sucesso se mostrou equiparado àquele registrado em 2018. O superintendente afirma que é difícil estimar o número de visitantes exclusivos para as festividades, já que há quem só vai para curtir as opções de lazer e conhecer o destino, mas declara se tratar de uma das épocas mais altas de ocupação, beirando a 1 milhão de pessoas.
“Sabemos que nossos principais mercados são os próprios catarinenses, os gaúchos, os paulista e paranaenses. Já no internacional, se destacam uruguaios, argentinos, chilenos e paraguaios. Vale ressaltar que, mesmo não se posicionando em um dos principais emissores, o número de mineiros vem crescendo ano após ano”, detalha.

A cidade catarinense conta com 300 meios de hospedagens, entre hotéis, resorts e pousadas, entre outros. “Em termos formais, temos 31 mil leitos, aproximadamente, e mais de 100 mil a 150 mil leitos para locação, levando em consideração a hospedagem compartilhada. Caso seja necessário, também há opções a 15 quilômetros do centro”, finaliza o profissional.


De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado (Setur), a movimentação econômica neste período é de R$ 2,5 bilhões. Foto: Mateus Pereira.

Salvador (BA)

Sediando uma das festas de carnaval mais consolidadas do País, Salvador recebeu cerca de 800 mil turistas durante a festividade. De acordo com a estimativa da Secretaria do Turismo do Estado (Setur), a movimentação econômica neste período é de R$ 2,5 bilhões. “A geração de receita beneficia diversos segmentos ligados ao turismo e vai da rede hoteleira, com altos índices de ocupação, ao setor de transportes, alimentação e entretenimento”, explica Fausto Franco, secretário de Turismo do estado.


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O tráfego aéreo é um dos principais indicativos do bom desempenho conquistado pela capital durante o carnaval. Durante o primeiro trimestre de 2019, 2,2 milhões de passageiros viajaram por meio do Salvador Bahia Airport, que contou com 178 voos extras. Destes, 136.706 chegaram ou partiram de/para o exterior, representando um alavancamento de 29,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Além disso, os portos também auxiliaram no fomento de turistas para a região. Só no dia 4 de março, foram recebido mais de nove mil cruzeiristas que atracaram no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Salvador. Os viajantes foram recepcionados com música, oficina de amarração de turbantes e receptivo de baianas. “É muito importante receber esses turistas aqui na segunda-feira de carnaval. Temos uma ação muito bacana de receptivo para eles se ambientarem com o clima da Bahia, com esse axé, recebendo o carinho do povo baiano. E eles já podem pegar o abadá aqui no próprio Porto e seguir para avenida”, declarou Franco.

Um estudo realizado pela Setur aponta que os visitantes têm idade média de 35 anos e que 52,7% desse público é masculino. Além disso, a análise registra uma renda média de R$ 6.449 per capita e gasto médio de R$ 3.537 por pessoa. Outro dado relevante é o tempo de permanência de cada um dos turistas, que gira em torno de seis dias. Os meios de hospedagens mais utilizados são hotéis, conforme declara 40,4% dos entrevistados, seguido por casa de parentes e amigos, que responde por 32,1% do total.


Bloco Agrada Gregos, São Paulo.Foto: Paduardo.

São Paulo (SP)

Destino que nem sempre teve o carnaval como fator econômico de destaque, São Paulo conseguiu ir além do sambódromo e do tradicional desfile da sexta-feira. Com pouco mais de 12 milhões de habitantes, a cidade enxergou a chance de se aproveitar do período carnavalesco e utilizar atrativos para ter a atenção dos turistas.
Além de setores importantes para isso – como a famosa gastronomia variada, compras, bares e cultura -, a capital paulista muniu-se do que mais fez sucesso em outras praças: os blocos de rua.

Com movimentação total de 14 milhões de pessoas em 2019, o impacto econômico do feriado foi expressivo para São Paulo. “O carnaval paulistano cresceu muito nos últimos anos e hoje é um dos maiores promotores do turismo, com efeito nacional e internacional. Nesta edição, o impacto econômico da festa foi de R$ 2,3 bilhões, só na capital. Além disso, o gasto dos turistas também subiu mais de 10%, assim como o tempo de permanência em São Paulo, de quatro para seis dias”, explicou Vinicius Lummertz, secretário estadual de Turismo.

Da quantia citada pelo executivo, R$ 2,1 bilhões vieram dos blocos de rua, segundo a Secretaria Municipal de Turismo. Ainda de acordo com o órgão público, os R$ 220 milhões que compõem o montante total são oriundos da arrecadação com o sambódromo.


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O que, então, os turistas devem continuar esperando do carnaval paulistano? Ao que tudo indica, a estratégia com ‘bloquinhos’ continuará a dominar as ruas da Terra da Garoa. Com a antecipação das inscrições para o Carnaval de 2020, 865 blocos de rua se inscreveram, o que significa 166 grupos a mais que no ano anterior, de acordo com a Secretaria Municipal de Cultura. Já a quantidade de desfiles cadastrados chegou a 960, superando os 550 de 2019. As inscrições foram realizadas ao longo de setembro por meio de canal direto com a Prefeitura de São Paulo.

Em pesquisa realizada pelo Observatório de Turismo, é possível também entender o porquê de dar continuidade à atividade. No que diz respeito à faixa etária do frequentador dos blocos de rua, por exemplo, reparou-se que a maior parte dos foliões tem entre 18 e 24 anos (31,6%). Em seguida, estão aqueles com idade entre 30 e 39 anos (27,5%) e os participantes com faixa etária que varia de 25 a 29 anos (26,7%). Outra parte importante da engrenagem que compõe o carnaval de rua é o próprio paulista. Os moradores do estado representam 94,1% das pessoas presentes nas ruas da capital.


Monobloco no Carnaval de Rua Rio 2019. Foto: Fernando Maia.

Rio de Janeiro (RJ)

O carnaval do Rio de Janeiro é um dos mais tradicionais e famosos do Brasil. Não é para menos. A Cidade Maravilhosa levou sete milhões de pessoas paras suas ruas, entre moradores da cidade e turistas, de acordo com a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur).

Ao todo, a folia carioca atraiu 1,6 milhão de visitantes que movimentaram R$ 3,7 bilhões na economia da cidade. Segundo dados levantados pela Riotur, com base nos espectadores que acompanharam os desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial no Sambódromo do Rio, 62,9% do público era formado por pessoas de fora do estado, sendo 12,1% composto de estrangeiros.

Na movimentação internacional, Argentina (20,3%), Estados Unidos (13,6%) e França (11,9%) foram as nações que lideraram a presença dos estrangeiros durante os desfiles. Entre os emissores nacionais, São Paulo (32,4%), Rio Grande do Sul (11,5%) e Paraná (10,4%) foram os estados líderes de movimentação.
Um dos grandes destaques foi o fato de 52,2% dos visitantes terem optado por ficar em hotéis da cidade e 69,1% terem ido ao Rio de Janeiro de avião, mostrando o potencial de movimentação turística gerado pelo carnaval na capital fluminense.


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Marcelo Alves, presidente do Riotur, reforça que a cidade tem uma excelente herança hoteleira, legado dos Jogos Olímpicos de 2016, e, hoje, conta com 46 mil unidades habitacionais (UHs), de acordo com um balanço realizado para o carnaval deste ano. “Em 2019, destacamos a maior proteção dos canteiros para evitar que a vegetação litorânea fosse danificada e a mudança dos blocos com mais de 250 mil pessoas, os chamados de megablocos, para a região central. Além disso, houve um cuidado operacional para evitar a realização de blocos em horários concomitantes, para mitigar os efeitos do deslocamento do público no fluxo da cidade”, destacou.

Alves adiantou ainda que, para 2020, será mantida a operação fixa no centro para os megablocos, com limite de apenas um bloco desfilando por dia na Av. Presidente Antônio Carlos, exclusivamente no horário da manhã, das 7h às 12h. O destaque é o show da cantora Claudia Leitte, com a expectativa de atrair mais de 250 mil espectadores. Outra novidade fica por conta do Sambódromo, que contará com novos telões de LED nas arquibancadas para transmitir os desfiles ao vivo e em alta definição.

“A expectativa é superar o número de turistas, já que o Carnaval do Rio é um dos maiores eventos a céu aberto do mundo. A Riotur trabalha sempre para melhorar a experiência do turista que visita a cidade e também a do carioca. Uma operação bem planejada e em conjunto com todas as esferas ajuda a melhorar a dinâmica da cidade e a promover um carnaval mais inclusivo”, conclui.


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Carnaval de rua em Recife. Foto: Guga Matos-SeturPE.

Recife (PE)

Recife tem no carnaval uma importante fonte de apreço. Com programação que vai de 22 de fevereiro a 25 de março em 2020, a cidade também aposta na tradicional festa de rua, que se espalha com shows, agremiações, dança e diversos gêneros da cultura musical pernambucana. Neste caso, é possível acompanhar maracatu, frevo, coco, samba, ritmos africanos e até clássicos da MPB.

Em suma, a variedade de atrações vem acompanhada da participação financeira que o carnaval tem na economia recifense ao longo dos anos. Só no período festivo deste ano, a capital pernambucana arrecadou R$ 1,6 bilhão, valor que inclui, também, a região metropolitana, segundo a Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur-PE). Foram registrados 372.828 mil turistas, com gasto médio de R$ 282,20, em uma estada média de 4,6 dias. O número de visitantes inclui quem pernoitou e também os viajantes que não permaneceram na cidade.

Para receber a demanda, até o carnaval de 2019, eram 16.393 mil leitos na cidade, ocupados quase que totalmente no período da festa. Sendo assim, a média de ocupação hoteleira foi de 98,3%, crescendo 6% em relação a 2018. Dentre os destaques, Recife recebeu mais visitantes nas regiões da parte antiga da capital, na Praça do Arsenal, Lagoa do Araçá e em Boa Viagem, de acordo com a Setur-PE.


INTERNACIONAIS

Lisboa (Portugal)

Mesmo que seja inverno no Hemisfério Norte, a capital portuguesa realiza uma série de festas com temáticas carnavalescas em fevereiro. Lá, as fantasias – ou, no caso, os disfarces – são mais comumente usadas pelas crianças. Quem sabe essa não é uma tradição que pode ser mudada? A intensa programação é motivada pelo expressivo aumento de brasileiros na região, tanto de moradores quanto de turistas, já que o Brasil se posiciona como o quarto principal mercado do país europeu.

São estas como o Carnaval do Festival das Feministas, Carnaval Zé dos Bois e Entrudo Chic no Rádio Hotel que fazem a alegria de moradores e visitantes, bem como os desfiles carnavalescos e bloquinhos de rua. Em todo o país, foi registrado crescimento de 13,4% na receita do primeiro trimestre frente ao mesmo período do ano passado. Neste mesmo ínterim, o aumento no número de turistas foi de 8%.


Orlando (Estado Unidos)

Orlando dispensa as apresentações. O destino na Flórida é uma das principais escolhas dos turistas do Brasil quando o assunto é viagem, dividindo o protagonismo com outras cidades consolidadas, como Nova York, Paris e Buenos Aires. Com um aumento de 8,1% no número de visitantes em relação ao ano anterior, a cidade recebeu mais de 893 mil brasileiros em 2018. Para 2020, as expectativas são de alta apesar da incerteza em relação ao câmbio, que tem sofrido com flutuações ao longo do ano.

Orlando aposta no volume de novas atrações que foram apresentadas ao longo de 2019, com novidades em todos os parques para atrair os viajantes do Brasil que preferem passar os dias de folia no exterior. E, claro, há as festas! O grupo Universal Orlando, por exemplo, anunciou as datas para seu tradicional Mardi Gras, composto por desfile noturno, shows musicais e oferta gastronômica inspirada em New Orleans, na Lousiana. As comemorações vão de 1º de fevereiro a 2 de abril do ano que vem.


Santiago (Chile)

Os primeiros três meses do ano são meses de forte fluxo de brasileiros no destino chileno. De acordo com César Martínez, gerente de Marketing do Sernatur para a América Latina, acredita-se que os brasileiros aproveitam a época do carnaval para conhecer os atrativos locais, principalmente por se tratar de países vizinhos.
“Em2018, o Chile fechou o ano com 589 mil brasileiros e estamos crescendo. Para o ano que vem, teremos uma campanha digital permanente em nossas redes sociais, incentivando ainda mais a chegada desse público em nossos destinos”, declara Martínez.


                                               Carnaval nas alturas                                                        As operações das principais companhias aéreas do Brasil – Azul, Gol e Latam – também são destaques durante o período de folia. No último carnaval, a oferta somada entre as três empresas chegou a 723 operações extras, que representaram mais de 100 mil assentos adicionais entre 27 de fevereiro e 11 de março de 2019.Dentre os destinos contemplados pelos voos extras estavam: Porto Seguro (BA), Rio de Janeiro (RJ), Foz do Iguaçu (PR), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Recife (PE), São Paulo (SP), Campinas (SP), Natal (RN), Salvador (BA), Maceió (AL), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG), com saídas dos principais hubs das companhias nos terminais paulistas, no Nordeste e no Distrito Federal.Apesar do incremento quase certo para acomodar a leva de turistas durante o carnaval de 2020, nenhuma das companhias confirmou ainda o cronograma de operações extras para o período carnavalesco. A empresa aérea paraguaia Paranair, entretanto, se antecipou e anunciou uma nova rota que conectará Assunção ao Rio de Janeiro. Serão dois voos semanais com início em 2 de dezembro deste ano e término após o carnaval de 2020.


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