Festas juninas movimentam turismo local e gerarão empregos

Neste ano, Ministério do Turismo vai investir R$ 4 milhões nos festejos que estão se consolidando como um produto turístico originalmente brasileiro

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Festa Junina de Braganca /PA. (Foto: Roberto Castro/ MTur)

Depois do Carnaval, possivelmente são as festas juninas as maiores representantes da cultura popular do Brasil. Basta ver as multidões que se reúnem para celebrar São João, Santo Antônio e São Pedro, especialmente no Nordeste, mas também em todo o País. Neste ano, o Ministério do Turismo vai investir cerca de R$ 4 milhões para apoiar a realização de vários festejos brasileiros.

Para 2019, o Calendário Nacional de Eventos do Ministério do Turismo possui 103 eventos já cadastrados com esse perfil, em 15 estados de todas as regiões brasileiras, que se iniciam ainda neste mês e se intensificam em junho e julho. E esse número pode aumentar em até 37% até o fim de maio.


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Segundo o ministro Marcelo Álvaro, o forte envolvimento das populações locais nas festas juninas impulsionam o turismo regional. “Estes eventos são importantes indutores do turismo nacional e atraem visitantes de todo o Brasil e do mundo que desejam conhecer a diversidade cultural que o país tem a oferecer. É um produto turístico que tem a cara do Brasil e está em franco processo de estruturação e consolidação”, pontuou o ministro.

Em números

O aumento do fluxo de turistas, em junho e julho, movimenta o comércio e gera empregos antes, durante e depois das comemorações. Para se ter uma ideia, somente em Campina Grande (PB), que promove uma das maiores festas do país, se espera um público de três milhões de visitantes.

Além disso, deverá haver a injeção de quase R$ 300 milhões na economia local e geração de três mil empregos diretos e indiretos na região. Em público, a pernambucana Caruaru espera cerca de 2,5 milhões de pessoas, com uma estimativa de faturamento regional na casa dos R$ 240 milhões.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico de Campina Grande, Rosália Lucas, neste ano a festa contará com o maior pré São João da história, com 80 eventos em restaurantes, bares e shoppings de atrações locais e nacionais.

Além disso, ela conta que três novas redes de hotéis inauguraram na região e passam a atender a demanda de hospedagem para o evento, que nos últimos anos teve lotação máxima. Com 31 dias de duração e cerca de 5 mil artistas nacionais e locais em 1.800 atrações culturais, a festa completa 36 anos e fará, nesta edição, uma homenagem à cantora Elba Ramalho e ao cantor e compositor Jackson do Pandeiro.

Destaque para o Nordeste

Ainda no Nordeste, a Cidade Junina de Mossoró (RN) pretende receber 1 milhão de pessoas, uma média de 100 mil visitantes por noite, em uma das festas mais tradicionais do gênero no país.

O resultado será uma movimentação econômica de mais de R$ 50 milhões com geração de empregos para costureiras, bordadeiras, brincantes (o pessoal que se apresenta nos grupos) e no comércio local. Já em São Luís (MA), o Bumba meu Boi, patrimônio imaterial brasileiro, terá este ano cerca de 50 mil pessoas acompanhando as apresentações que contam com mais de 500 grupos folclóricos.

Quando conheceu as festas juninas de Campina Grande e Caruaru, no ano passado, o publicitário Sérgio Santos não tinha noção da importância que o povo local dá a essas festividades e nem da grandiosidade das comemorações, mesmo vistas pela televisão. “Sempre tive vontade de conhecer. A cultura é fortemente preservada, com apresentações de artistas locais, competições de quadrilhas e intervenções culturais”, afirma.

Segundo o secretário municipal de Turismo de João Pessoa, Fernando Paulo Pessoa Milanez, o trabalho desenvolvido é para que o festejo junino da cidade tenha seu valor turístico reconhecido, tanto no Brasil como no mundo. “Trata-se de uma manifestação cultural extremamente rica, que tem enorme potencial para se transformar em um produto turístico tão importante quanto o Carnaval”, enfatiza o secretário.

Ele ainda ressalta que o São João da Paraíba não se resume apenas a Campina Grande. “Aqui a celebração ocorre em quase todos os bairros. É uma festa com grandeza comprovada na diversidade e originalidade de suas atrações artísticas, como também na sua rentabilidade econômica, fluxo turístico e, primordialmente, na participação popular”, afirma.


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