Festuris apresenta Salão de Enoturismo

Por: Carolina Maia

O Festival do Turismo de Gramado lança, em sua 24ª edição, o 1º Salão de Enoturismo, promovido pelo Sebrae-RS, com a participação do governo do Estado, através das secretarias de Turismo e Agricultura e apoio institucional do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). O salão, que estará montado no segundo pavilhão do Serra Park, será totalmente temático. Nele, produtores de vinhos finos farão a aposta no mercado do turismo, apresentando seus produtos a compradores nacionais e internacionais.

Segundo a consultora do Sebrae-RS Luciana Thomé, a inciativa fará com que os produtores das áreas rurais participem da iniciativa. Está em negociação a presença de dois Estados, além do Rio Grande do Sul. “Para a realização das ações que acontecerão no salão, o embasamento principal foi feito através do Diagnóstico do Enoturismo Brasileiro”, comenta.

O primeiro Diagnóstico do Enoturismo Brasileiro, um estudo inédito, foi realizado a pedido do Ibravin, com o patrocínio do Sebrae, pela enóloga e consultora em Marketing e Turismo do Vinho Maria Amélia Duarte Flores, e aponta o diferencial e os principais atrativos de cada polo produtor de vinhos em quatro regiões diferentes do País, avaliadas de julho de 2010 a fevereiro de 2011. O livro teve a co-autoria de Andiara Flores, mestre em Direito Ambiental, abrangendo também a análise da paisagem e preservação da cultura e meio ambiente.

Para obter os dados foram visitados cada um dos “destinos turísticos” que têm a vitivinicultura como atrativo. A conclusão é que existem roteiros variados e para todas as classes sociais. Entre os destinos de enoturismo do Brasil, Maria Amélia destacou sete, em especial o Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. “A Serra gaúcha é hoje referência em enoturismo. Depois do Napa Valley (Califórnia), o Vale dos Vinhedos é uma das regiões mais organizadas em turismo do vinho no mundo”, diz a pesquisadora. Ela aponta que a infraestrutura turística das cidades gaúchas oferece a preservação da essência do viver do interior, além de ter “hotéis de todos os níveis, restaurantes de vários estilos, vinícolas de portas abertas e pessoal qualificado”.

O estudo ainda revela como grandes destinos para a prática de enoturismo a cidade São Roque, em São Paulo; o Caminho do Vinho – Colônia do Mergulhão, no Paraná; e o Pampa Gaúcho. “Uma região com menos de 30 anos de existência, mas um potencial ilimitado”, assim descreve a enóloga, sobre as terras produtoras de vinho no Sul do Estado. Ela ainda relata que o Pampa Gaúcho oferece aos visitantes estâncias e o viver campeiro, vinculado ao turismo de compras, já consolidado nos free shops.

CM

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