Festuris discute mercado, segurança, divulgação e diversidade no Turismo

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Vivian Giudice, Danilo Martins, Eduardo Dornelles

Neste sábado (7), o Festuris Connection promoveu um debate sobre o papel do influenciador digital no impulsionamento dos negócios turísticos, medidas de segurança para a realização da atividade em tempos de pandemia, o Selo Covid Free.

Segurança

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Vivian Giudice, Danilo Martins, Eduardo Dornelles

A palestra Acelere-se apesentou dois cases com soluções práticas para empresas do turismo e ferramentas para veículos de transporte, com ênfase na segurança dos usuários. Vivian Giudice, diretora do Instituto Brasileiro de Excelência em Saúde (Ibes) abordou as características e critérios para estabelecimentos obterem os certificados e selos de segurança sanitária no combate à covid-19. A executiva fez também, um paralelo com o cenário atual e pontuou sobre a viabilização da retomada das atividades turísticas.

“A certificação de Covid Free foi estabelecida por meio de um comitê internacional e pode ser aplicado a inúmeros setores. O Ibes nunca diz como a empresa vai fazer para cumprir os requisitos, nós orientamos o que precisa ser feito e qual o resultado que é necessário chegar. Essa é uma ferramenta que mostra que é possível retomar o turismo com segurança, mas importante lembrar que ainda não estamos em platô, o número de contágio é alto entre jovens, no entanto, os casos não são de alta gravidade”, afirma

Já Eduardo Dornelles, gerente de Novos Negócios da Marcopolo Next apresentou soluções para veículos de transporte compartilhado para o uso seguro e responsável. Dentre os itens listados, estão as cortinas antimicrobianas, luzes ultravioletas, dispenser de álcool em gel, criação de três fileiras com cortinas individuais no ônibus, para promover o distanciamento e a privacidade. Outra solução é o medidor de temperatura em totens de check-in sem contato, os qual pode ser utilizado em feiras, eventos, hotéis, e estabelecimentos diversos.

O papel do influencer digital

Patty Leone, produtora de conteúdo digital de turismo

Patty Leone, produtora de conteúdo digital de viagens falou sobre o perfil de público e o que é indicado compartilhar, bem como a importância da interação com os usuários e da frequência de postagens com conteúdo de valor.

 “A produção tem que ser interativa e interessante para reter público. Nós produtores somos inspiradores. Não deem conteúdo, se façam presente e façam com que as pessoas lembrem de você pela qualidade do seu trabalho”, afirma.

Na hora de contratar uma agência e ou um produtor de conteúdo, segundo Patty, é importante saber das afinidades do contratado, bem como as características do seu cliente, para que o conteúdo criado converse diretamente e naturalmente com ele, fazendo com que a mensagem passada sirva de inspiração e atinja o seu objetivo.

Turismo Religioso

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Fabiana Lima, CEO Trielotur Operadora de Viagens

Na fala de Fabiana Lima, CEO Trielotur Operadora de Viagens, o destaque foi o papel do turismo religioso no mercado. De acordo com os dados da apresentação, o Santuário Nacional de Aparecida em São Paulo, movimenta 12.595.397 visitantes anualmente. No destino, o comparativo entre 2006 e 2018 aponta crescimento de 4.485.824 visitantes.

“O turismo religioso pode e será com certeza, o precursor dessa retomada. Mas é preciso um diálogo para divulgar as rotas, além de entender as necessidades do público. Existe um tabu com a igreja, pois a mesma não deseja que o turismo religioso se torne só turismo, e do lado do turismo, a preocupação é que a religião não se imponha no mercado”, pontua Fabiana Lima, CEO Trielotur Operadora de Viagens

Turismo LGBT

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Ricardo Gomes, presidente da Câmara LGBT

A palestra de Ricardo Gomes, presidente da Câmara LGBT serviu para ambientar o nicho LGBT+ no mercado turístico. Segundo dados da Organização Mundial do Turismo este é um público que gasta 30% mais em viagens, possui escolaridade maior, viaja em média duas veze. De acordo com o levantamento da pesquisa LGBT Travel Market 2030, no ano de 2018, a movimentação chegou a 218,7 bilhões de dólares.

“Oferecer serviços turístico para o público LGBT é olhar para todos os perfis e não só gays, lésbicas, transexuais, travestis, intersexuais. Nem todo LGBT tem o mesmo gosto ou gosta de balada e é de classe média- alta. A população LGBT paga mais volume agregado no serviço, porque se importa com a qualidade do serviço. Se você quer trabalhar com esse público, precisa entender que o turista LGBT é tudo o que vocês estão acostumados, porque ele se interessa por turismo religioso, cultural, cruzeiros, aventura e todas as outras áreas”, afirma.


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