Flybondi espera voos cheios em outubro e já avalia expansão de rotas

A Flybondi aposta no modelo ultra low cost que promete trazer os melhores custos da região e democratizar as viagens aéreas

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Mauricio Sana, CCO da Flybondi, destacou a importância do mercado brasileiro e a expectativa para o início das operações (Foto - Divulgação)
Mauricio Sana, CCO da Flybondi, destacou a importância do mercado brasileiro e a expectativa para o início das operações (Foto - Divulgação)

Estratégico e de alto valor. Essa é a avaliação da ultra low cost argentina Flybondi sobre o mercado do Brasil, no qual a companhia passará a operar voos a partir de Buenos Aires para o Rio de Janeiro (RJ), em outubro, e para Florianópolis (SC), em dezembro.

Aliás, o reboliço sobre a chegada da Flybondi no Brasil, que estava em processo de entrada no mercado junto a Anac desde o início de 2019, fez com que a procura pelos bilhetes fosse alta já em julho segundo Mauricio Sana, Chief Commercial Officer (CCO) da Flybondi em entrevista ao Brasilturis.

“Estamos tendo altos níveis de ocupação desde os primeiros voos em outubro e já divulgamos aumentos de frequência para a alta temporada de verão, sendo que o Rio terá uma quarta frequência semanal, além do novo voo Florianópolis-Buenos Aires”, afirmou.

Além disso, o executivo diz que a empresa continua a avaliar novas rotas ligando a capital da Argentina a outras cidades do Brasil.

“Estamos avaliando regularmente novas rotas e a expansão regional tem o Brasil como foco de oportunidades. No final das contas, nossas decisões de crescimento são baseadas nas condições comerciais e de tráfego mostradas pelos diferentes mercados”, adiantou.


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Flybondi e Brasil: oportunidades à vista

A Flybondi é a terceira low cost a operar voos no Brasil (Foto - Divulgação)
A Flybondi é a terceira low cost a operar voos no Brasil (Foto – Divulgação)

De acordo com o executivo não houve apenas um fator que levou à decisão de operar voos no Brasil, mas um conjunto de particularidades que ajudaram que resultaram no início das operações no País.

“Eu também vejo da seguinte forma: a Flybondi, na realidade, dinamizou todo o mercado aéreo gerando mudanças estratégicas mesmo nos concorrentes, e agora queremos alcançar algo semelhante no Brasil, onde não há operador ultra low cost no momento”, apontou.

“O Brasil sempre foi um mercado natural para os argentinos e as janelas de oportunidade são apresentadas, basicamente, pelo fluxo de passageiros.” – Mauricio Sana, CCO da Flybondi

Sana avaliou como estratégicas e de alto impacto as mudanças promovidas pelo Governo do Brasil, que abrangem a abertura total do capital estrangeiro e a proibição da gratuidade da bagagem de mão, tema que causou polêmica antes da sansão da Medida Provisória.

“Reduzir restrições como ‘bagagem de mão grátis’ torna o preço da passagem mais transparente. Quando existem restrições, os preços são simplesmente mascarados, e os clientes não sabem o que estão comprando ou compram serviços de que não precisam”, destacou.

“Uma das grandes vantagens comerciais das companhias aéreas low cost é que elas lhe dão a liberdade de escolher quais serviços você usa e quais não, o que não necessariamente fará com que você tenha o preço mais alto”, salientou o executivo da Flybondi.


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