FOHB acredita em mais contratações na hotelaria nos próximos anos

Por: Camila Oliveira

 

A Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016 devem atrair milhares de turistas estrangeiros, além de estimular o turismo doméstico. Para suprir esta demanda, o setor de hotelaria se preocupa não só em atrair mão de obra qualificada, mas também em reter e aperfeiçoar os profissionais existentes por meio de treinamentos próprios.

Segundo o gerente de RH da Accor e coordenador do Comitê de Atração, Retenção e Remuneração do FOHB, Maurício Reis, os cargos mais procurados pelos hotéis são recepcionistas, garçons, cozinheiros, técnicos de manutenção e arrumadeiras. “No entanto, o que se destaca é a falta de profissionais que falam um segundo idioma, sobretudo o inglês”, comenta. O mercado busca pessoas com talento para comunicação e relacionamento interpessoal e que sejam proativas. “Falar outro idioma, especialmente inglês e espanhol, será um diferencial”, ressalta.

Reis acredita que, para trabalhar no setor, é importante saber e gostar de se relacionar com o público: atender suas necessidades, informar e ajudar. Segundo ele, mais importante que conhecimentos técnicos, o que faz a diferença na maioria das vezes são os aspectos comportamentais do profissional. “O prazer em servir é fundamental. A hospitalidade é uma arte que é demonstrada em pequenas atitudes”, completa.

A formação é uma preocupação constante das redes hoteleiras, uma vez que a qualidade do serviço depende quase exclusivamente da qualidade do atendimento prestado pelos colaboradores. Por isso, quase todas mantêm cursos próprios de treinamento e qualificação em diversas áreas e temas.

Os grandes eventos de 2014 e 2016 colocam o setor em evidência e estimulam os investimentos em formação, além de ser um excelente argumento para atrair jovens para a profissão. “É uma atividade que acolhe pessoas com baixa qualificação e investe em formação, ajudando no desenvolvimento profissional e pessoal”, declara o vice-presidente de Recursos Humanos e Responsabilidade Socioambiental do FOHB, Francisco Garcia.

“Esperamos que o mercado aproveite esta oportunidade de atrair bons profissionais e qualificar ou requalificar seus quadros. A expectativa é de que o ritmo de contratações continue forte nos próximos anos. Estima-se que as próximas aberturas gerem cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos”, afirma Garcia, referindo-se aos hotéis que serão inaugurados.

Reis concorda e reforça que, atualmente, há 130 vagas disponíveis na Accor. A maioria é para cargos operacionais como arrumadeira, garçons, recepcionistas, etc. Em São Paulo, o piso da categoria é de cerca de R$ 900. Para cargos de chefia, o salário pode chegar a R$ 2 mil ou R$ 3 mil em média, dependendo do porte do hotel.

“A hotelaria é uma atividade que permite um crescimento relativamente rápido para quem tem talento e iniciativa, em comparação a outros setores. Nossos planos para a atração e retenção se concentram em mostrar, principalmente aos jovens, o lado positivo da carreira hoteleira”, finaliza Reis.

Em 2012, o turismo mantinha 260 milhões de empregos em todo o mundo. Para este ano, o setor deverá ter um crescimento global de 3,2%, acima da média de 2,4% estimada para a economia internacional segundo dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês). As 26 redes hoteleiras associadas ao FOHB, para suprir a demanda dos grandes eventos no País, captaram investimentos privados da ordem de 7 bilhões de reais para a construção de empreendimentos que serão implantados desde 2012 até 2015, representando a construção de 40 mil novos apartamentos.

CO

Deixe uma resposta