Fórum LGBT debate estratégias para destinos

Por Mayra Salsa

Como se tornar um destino LGBT friendly incluindo turistas trans? Essa foi a questão central do terceiro painel realizado dentro da programação do Fórum de Turismo LGBT, evento organizado pela revista ViaG em parceria com a Associação Brasileira de Turismo LGBT (ABTLGBT). Mediado por Alberto Martins, diretor da B4T, o debate contou com a participação de Juan Antonio, do Visit Spain; Richard Gray, diretor do segmento LGBT no Greater Fort Lauderdale Convention & Visitors Bureau; e Malcolm Griffiths, diretor para o Brasil do Visit Britain.

Antonio lembrou que o país ibérico é um dos mais respeitosos com o público LGBT, tendo sido um dos primeiros a aprovar o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, em 2005. Apenas Holanda (2001) e Bélgica (2003) estão à frente. Gray reforçou que educação é essencial para garantir a equidade. “Ser transgênero é um direito que as pessoas têm para ser o que quiserem”, lembra. Griffths destacou a campanha “Love is Great”, lançada no Brasil em setembro de 2014.

O tema seguinte, casamento e lua de mel, teve participação de Debora Creutzberg, do Visit Berlim e Viena; Gisele Abrahão, representante de Seychelles; e Jiovana Alves, da rede Belmond; com mediação de Nelson Carneiro, editor do Superpride. Segundo Debora, Viena aprovou em 2010 o casamento entre pessoas do mesmo sexo e, no mesmo ano, os matrimônios LGBT representavam 5%. Ao todo foram 1,500 casamentos LGBT realizados de 2010 para cá.

Romântica e divertida, a procura do público LGBT por Seychelles tem crescido gradativamente. Para Gisele, o destino paradisíaco consegue agregar o nicho que quer romantismo, mas também diversão. “Não há registro sobre a quantidade de casamentos realizados, mas é muito comum que a lua de mel de casais de homens e mulheres seja feita por lá”, ressalta Gisele. Jiovana destacou o respeito e carinho da rede que é conhecida por receber bem seus clientes, incluindo
LGBT.

Leia mais sobre o Fórum de Turismo LGBT:

Deixe uma resposta