Fórum mostra que Brasil tem potencial para o turismo de luxo

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    Por Mayra Salsa ( texto e fotos)

    Embora esteja caminhando a passos lentos, o entendimento de que o Brasil tem potencial para evolução no segmento de luxo foi unanime entre os painelistas que participaram do 1º Fórum do Turismo de Luxo, que aconteceu nesta terça-feira (25) no Grand Mercure, em São Paulo. Realizado pelo Brasilturis Jornal, Brazilian Luxury Travel Association (BLTA) e Promonde, o evento contou com a participação de 150 profissionais do turismo e  teve como objetivo reunir profissionais do setor para debater os cenários e as principais tendências do segmento para os próximos anos.

    Os motivos que apontam para o potencial brasileiro envolvem fatores como a diversidade de opções, a cultura, as belezas naturais e , principalmente, a hospitalidade. “Não há placas informando como chegar aos pontos turísticos. O Brasil não tem a técnica, mas a população oferece simpatia e prazer de lidar com o visitante, qualidades que são inerentes a esse segmento. Não seremos um ícone de luxo, mas trabalhando algumas características, o País poderá ser uma referencia expressiva”, disse Carlos Ferreirinha, consultor e referência sobre negócios premium na América latina. Segundo ele, o luxo está se democratizando e dialogando com o presente, mas o desafio é crescer mantendo o conceito de exclusividade.

    Simone Scorsato, diretora- executiva da Brasilian Luxury Travel Association (BLTA), acrescentou que o Brasil evolui de forma lenta no segmento e um dos fatores é o entrave político. “Há uma quebra de expectativa e, com isso, uma regressão, mas o Brasil é um mercado forte neste tipo de segmento”, disse. Segundo ela, uma pesquisa da ABLT em parceria com o SENAC, Rio de Janeiro, São Paulo e Foz do Iguaçu são destinos evidentes no turismo de Luxo no Brasil.

    Para Simon Mayle, gerente de eventos da International Luxury Travel Market (ILTM) Americas e da Travel Week São Paulo by ILTM, as pessoas estão querendo cada vez mais descobrir o mundo por meio do turismo de experiência. “Elas viajam para o Sul da África em busca de viver sensações”, disse, citando outros destinos procurados por viajantes que seguem esse modelo, como Camboja e Vietnã. Mariangela Klein, gerente do segmento das marcas de luxo da Accor Hotels, informou que a rede busca promover seguir essa linha de oferta de experiências para amplificar a atuação. “Realizamos, um evento de ópera e festas que servem como modelo para o segmento”, disse.

    German Carmona, diretor de marketing da Air France KLM no Brasil, reforçou que sempre haverá espaço para a primeira classe no Brasil. “Embora exista uma readaptação com relação ao mercado, o luxo  é o epicentro para tudo que oferecemos”. Já Toni Sando, presidente do São Paulo Convention &Visitors Bureau, defendeu que é necessário valorizar o turismo local e reforçou que a capital paulista não está preparada para o turismo de lazer.  “Não precisamos trazer o turista de luxo, ele já existe aqui. Só precisamos saber o que oferecer para eles. Tem muitos turistas quem vêm para um congresso, por exemplo,  querem desfrutar de algo sofisticado e não encontram”, disse.O evento teve patrocínios da Air France e R1 Solutions Audiovisuais e apoio do Grand Mercure e Atelier Alessandra Mitteldorf.

     

    Veja fotos:

     

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