Foz do Iguaçu trabalha na preservação de 4,5 mil empregos no Turismo

As empresas que aderirem aos dois acordos se comprometem com a ajuda mensal e a estabilidade mínima de três meses aos empregados

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Foto: reprodução

Na última semana o Turismo de Foz do Iguaçu anunciou as medidas adotadas para a preservação de cerca de 4,5 mil empregos. Uma das ações é a bolsa qualificação adotadas po estabelecimentos do setor para evitar demissões devido a covid-19.

“Quando existe sintonia entre as partes envolvidas em um processo tão importante para a concessão do benefício, o maior beneficiado é o cidadão”, destaca Paulo Kroneis, superintendente da Regional do Trabalho no Paraná.

A concessão do benefício está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A ação é resultado também da união da Secretaria de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos; Ministério Público do Trabalho; Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Foz do Iguaçu (Sindhotéis); Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur); Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (STTHFI); Agência do Trabalhador; e da Superintendência Regional do Trabalho no Paraná.

“Capital humano é o maior ativo de uma empresa. Foi isso que buscamos preservar para sairmos mais fortes dessa crise quando o turismo voltar”, afirma Gilmar Piolla, secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos.

Estratégia

Cerca de 250 empresas aderiram aos dois acordos. O uso da bolsa permite a suspensão dos contratos de trabalho por um período de dois a cinco meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional online oferecido pelo empregador.

Em contrapartida, o empregado receberá uma bolsa (média dos últimos três salários), paga com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), por um período de dois a cinco meses, além de ajuda compensatória das empresas no valor fixo de R$ 350,00.

“É fundamental que as empresas e colaboradores aproveitem os cursos de educação à distância para aprimorarmos os conhecimentos em hotelaria e gastronomia, entre outras áreas do turismo”, avalia Neuso Rafain, presidente do Sindhoteis.

As empresas que aderirem aos dois acordos se comprometem, além da ajuda compensatória mensal, a manter estabilidade mínima de três meses aos empregados, ao final do período da bolsa qualificação.

Exemplo: se a bolsa qualificação durar três meses, vai gerar mais três meses de estabilidade. Se a bolsa for de cinco meses, gerará cinco meses de estabilidade, totalizando 10 meses de garantia de emprego. Cerca de 3.500 trabalhadores já foram beneficiados com os dois acordos.

”Objetivo do sindicato foi alcançado. Salvamos mais da metade dos empregos da nossa categoria”, define Vilson Osmar Martins, presidente do STTHFI.


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