Governo de São Paulo adiciona R$ 150 milhões em microcrédito

Deste valor, que vai para microempreendedores que sofrem com o impacto do novo coronavírus (Covid-19), R$ 15 milhões serão disponibilizados a juros zero em parceria com o Sebrae-SP

Governo de São Paulo
João Dória (Governo de São Paulo)

O Governo de São Paulo, por meio da Comissão Econômica, liberou mais R$ 150 milhões nesta quinta-feira (2). O objetivo é o aquecimento da economia do estado e ajuda aos microempreendedores durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O valor, dividido entre o Banco do Povo (R$ 100 milhões) e o Sebrae-SP (R$ 50 milhões), já está disponível.

Ao todo, o Governo de São Paulo já injetou mais de R$ 650 milhões na economia paulista por meio do Banco do Povo e Desenvolve SP. A medida foi elaborada pela Comissão Econômica, criada especialmente para enfrentar os efeitos da Covid-19.

“São medidas de ordem econômica para apoiar microempreendedores em todos os setores da nossa economia. Serviços, comércio, indústria, tecnologia, educação e todos os outros que estão dentro desse patamar de microempresas”, explica João Doria, governador do estado.

Segundo Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, a comissão monitora diariamente os setores mais impactados. “O anúncio tem um significado muito importante, porque é voltado aos 2,2 milhões de microempreendedores no estado de São Paulo. São essas empresas que geram mais da metade dos empregos do nosso estado”, diz.

Da linha emergencial, R$ 15 milhões serão disponibilizados a juros zero em parceria com o Sebrae-SP. O acesso a esse benefício será dado aos microempreededores concluíram o curso de qualificação no programa Empreenda Rápido e no programa Super MEI e não possuam restrições cadastrais no CNPJ e CPF. A linha de crédito será de até R$ 15 mil, com até 24 meses para pagamento e carência de um a três meses.

O restante fica disponível até 13 de abril, com redução da taxa de juros de 1% para 0,35% ao mês. O prazo para pagamento passou de 24 para até 36 meses, incluindo o prazo de carência, que aumentou de 30 para até 60 dias. As linhas de crédito vão de R$ 200 até R$ 20 mil e pedidos de concessão de crédito sem avalista passam de R$ 1 mil para R$ 3 mil.

Além disso, haverá prorrogação do prazo de vencimento das parcelas de dívidas, de 30 para 90 dias, de clientes com contratos vigentes em dia e limitados aos valores já utilizados. O atendimento pode ser realizado por telefone, whatsapp ou e-mail.


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