Guia… O que é o que é?

Etimologicamente, a palavra “guia” deriva de “guiar” que, por sua vez, possui eventual raiz no conceito gótico “widam” (juntar-se) e tem sua origem no latim medieval “guidare”. Ao consultar vários dicionários, podemos entender que o substantivo feminino “guia” significa o ato ou o efeito de guiar; leva ao nome dado ao documento com o qual se recebe uma mercadoria; ou refere-se ao formulário que acompanha as encomendas a fim de lhes permitir trânsito livre.

A palavra insere dezenas de outros importantes significados e conceitos: correia que se afivela na argola do cabeção de um cavalo para exercício de picadeiro; pelos de cada um dos extremos do bigode; bebida que se toma antes de outra; colar consagrado pelas religiões afro-brasileiras que tem de um a seis fios, feito de contas de vidro, louça ou de miçangas, e cujas cores são emblemáticas do orixá ou entidade que cada um venera; pessoa que orienta outras; livro ou publicação de instruções acerca de algum ramo especial de serviço ou assunto; espaço que fica entre a calçada e a rua; entre outros.

Poderíamos mencionar também os guias do tarô, os guias espirituais e tantas outras aplicações do termo, mas gostaríamos de nos ater ao guia de Turismo. É a pessoa ou profissional que acompanha os viajantes chamando-lhes a atenção para o caminho por onde seguem, transmitindo informações sobre obras de arte, edificações ou outras coisas importantes com as quais que estes turistas irão se deparar.

Dentre as atividades profissionais que compõem o mundo das viagens e do Turismo, estou totalmente convicto que o trabalho de guia está entre as mais complexas. Encontramos várias denominações para caracterizar cada especialização desta atividade, como guia intérprete, guia acompanhante, guia local, guia de circuito turístico e guia de excursão, entre outras qualificações ou nomenclaturas.

Há quem diz que esta profissão remonta há alguns milênios e nos lembra, de certa forma, a atuação dos chamados cicerones do Senado Republicano Italiano do século 43 antes de Cristo. Estes especialistas costumavam fazer apresentações junto a templos, igrejas, monumentos e locais de interesse dos visitantes.

Independentemente da especialização técnica, ser guia de turismo exige um desmedido preparo físico, psíquico e cultural. Além, claro, de boas noções de história, geografia, sociologia, antropologia, psicologia, política, filosofia e religião, entre outras ciências. Se analisarmos as características necessárias para desempenhar a contento todas as responsabilidades inerentes à função, ficaremos convencidos de que não se trata de uma mera profissão, mas de uma autêntica e notável vocação.

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