Guilherme Paulus apresenta perspectivas do Turismo para pós-pandemia

Segundo Guilherme Paulus, presidente da GJP Holding, é necessário que os municípios e secretários se unam às entidades e ao MTur e Embratur

Guilherme Paulus
Guilherme Paulus (Dondinho/Setur-PE)

Recife/PE – Guilherme Paulus, presidente da GJP Holding e fundador da CVC, contou um pouco sobre as suas perspectivas sobre o futuro do Turismo após a pandemia. Sua palestra ocorreu no 2º Fórum Anseditur, que ocorre no Teatro do Parque, em Recife (PE) e ocorre até a próxima quarta (22).

Angelo Sanches, presidente da Anseditur, ficou orgulhoso de contar com a presença do profissional no cronograma, sobretudo por conta do papel realizado por Paulus no Turismo. “Nada melhor do que buscar pessoas que foram referência e não perderam sua essência. Se o Brasil tem Turismo, é graças a ele. Guilherme Paulus deu esperança as pessoas que não saber fazer Turismo com o segmento rodoviário, que retorna neste cenário. Ele permitiu que o brasileiro pudesse viajar e conhecer destinos brasileiros e o mundo”, comenta.

O presidente da GJP Holding, além de agradecer pelo carinho, apresentou um cenário geral que o Turismo enfrentou. Ele apresentou análises realizadas pela Allianz Partner, que apontou as principais tendências do Turismo desde o início da pandemia, ainda no final e 2019, que observou:

  • Casa: muitas empresas perceberam o home office seria uma realidade permanente, as residências não seriam mais um lugar apenas para passar a noite e fins de semana
  • Saúde: A tecnologia digital para a saúde, incluindo telemedicina, incentivando a rápida adoção de tecnologias
  • Mobilidade de pessoas: As viagens rodoviárias voltariam a níveis normais e as principais cidades do mundo continuariam organizando a infraestrutura para estimular o uso de micromobilidade, incentivando a solução compartilhada para o transporte de curta distância
  • Viagens: Medidas de biossegurança seriam adotadas sem em todo o setor de lazer e turismo e as viagens de lazer voltariam aos níveis normais, começando pelas viagens de carro e em curtas distâncias. Depois as aéreas interestaduais e internacionais retomarias. Viagens corporativas ficariam por último.

E foi o que se notou. Paulus destaca que o Turismo foi o mais impactado pela pandemia, pois o segmento movimento 52 setores da economia e tem capacidade única de reinventar em tempo recorde.

O profissional também lembrou como o turismo brasileiro se encontrava em 2019. Neste ínterim, o Brasil recebeu mais de 6 milhões de estrangeiros e contou com aumento em diversos mercados, como China (22%), Portugal (21%) e Estados Unidos (10%). Além disso, foi notado o alavancamento no número de turistas dos mercados beneficiados pela isenção da obrigatoriedade do visto, incluindo Canadá, Japão, Austrália e Estados Unidos.

Estados brasileiros, como São Paulo – destaque no segmento de eventos –, Rio de Janeiro – com características únicas – e Paraná – onde se encontra as Cataratas, uma das sete maravilhas do mundo – estavam se destacando na atração de turistas, com 2,3 milhões, 1,2 milhão e 1 milhão de turistas, respectivamente.

Contudo, a pandemia veio e a aviação começou a voar 30% da oferta com ocupação de 40% das aeronaves. As cidades começaram a contar com decretos, sem eventos e congresso, com hotéis fechados ou com baixa ocupação e empreendimentos comerciais suspensos. Neste ano, com a chegada das vacinas, as expectativas são otimistas, principalmente em 2022.

“O MTur deve lançar uma campanha promocional para ativar o turismo interno, um grande estímulo ás viagens domésticas que, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT) deve se recuperar primeiro. Há eventos retomando na Europa e no Brasil também, que retornam com protocolos de segurança. Os empreendimentos hoteleiros de lazer e interior de vários estados apresentando boas ocupações”, avalia.

O que fazer agora? Paulus destaca a necessidade de criar novos produtos, sobretudo acessíveis ao tamanho do bolso do consumidor. “E os estados e municípios com as principais entidades fazem o desenvolvimento turístico justamente com a MTur e Embratur. O papel é integrar os verbos do Turismo com a sociedade local. Temos de ter uma política e gestão especial voltada para o Turismo como um todo. Acreditem nessa indústria, gerem emprego e deem condições”, conclui.

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