Horror sobre quatro rodas: conheça aposta de Halloween do Hopi Hari

Hopi Hari encontrou uma forma de promover uma de suas principais ações anuais, garantindo a segurança dos clientes

Hopi Hari
Parque mantém tradicional evento de terror do parque em novo modal (Foto: Felipe Lima)

A retomada chegou aos parques temáticos. Depois de seis meses, o Hopi Hari reabriu as portas no último dia 26 de setembro, dez dias depois do anúncio do governo do estado de São Paulo que autorizou o funcionamento, contanto que os equipamentos garantissem a implantação de protocolos biossanitários. 

Em agosto, o Brasilturis Jornal havia conversado com Alexandre Rodrigues, presidente do Hopi Hari, para entender as medidas em desenvolvimento. “Reforçamos a obrigatoriedade do uso de máscaras, aplicação de álcool gel e ocupação máxima de quatro pessoas por carro. Todos os protocolos de saúde devem ser bem aplicados, seguindo à risca o que cada segmento se prontificou a fazer”, detalhou o profissional.

Foi assim que o empreendimento – já acostumado com check lists de segurança, assim como todos os que operam nesse segmento – conseguiu autorização para receber de volta os primeiros clientes após a fase mais crítica da pandemia. Rogério Barbatti, gerente de conteúdo e diretor artístico do Hopi Hari, declara que o parque não poderia ficar estagnado e aproveitou o tempo para investir na manutenção das atrações e na contínua fiscalização de equipamentos. 

“Enquanto estávamos com as operações suspensas, estabelecemos um protocolo rigoroso. A data de abertura não estava sob o nosso comando, mas tínhamos uma grande expectativa pela reabertura e não queríamos contar com a sorte e, sim, nos antecipar. Durante todo esse período, cuidamos das atrações e de toda a área de conservação do parque”, afirma.

O Hopi Hari  reabre limitado a 40% do público, o que significa que o parque pode receber até 11 mil pessoas por dia, número que fica distante da procura no período, principalmente pelo fato de se tratar da tradicional “A Hora do Horror”, ação anual pautada no Dia das Bruxas. Hoje, a média de visitação varia entre 1,5 mil e 2 mil pessoas por dia. “Os visitantes vêm entendendo o que é necessário para que essa reabertura seja efetiva. Todos estavam ansiosos para isso e não é à toa que rolou uma grande emoção quando reabrimos as portas”, lembra o gerente.

Hopi Hari: Horror Drive Tour

O formato tradicional do evento não pôde ser executado neste ano, visto que requer interação e, neste momento, as exigências de biossegurança devem ser prioridade. No entanto, o Hopi Hari buscou alternativas para viabilizar a ação. Após algumas reuniões, foi decidida a criação do Horror Drive Tour, uma experiência de horror dentro do carro. O enredo escolhido para esse ano se passa em um estúdio de cinema abandonado que é cenário para histórias horripilantes.

Passageiros são surpreendidos por personagens e aparições durante todo o percurso (Foto: Felipe Lima)

“A gente acompanhou algumas tendências e percebemos que o drive-in é uma delas, como vem acontecendo com cinemas e shows. No entanto, tínhamos de levar em conta que era preciso criar algo que incentivasse a ida dos visitantes a Vinhedo, uma viagem de 40 minutos da capital e de 20 minutos a partir de Campinas. Foi assim, em meio a brainstormings, que chegamos ao conceito do nosso Horror Drive Tour, que iniciou em setembro”, afirma Barbatti. 

A atração opera somente aos sábados e domingos, das 18h30 às 21h30, com capacidade para receber até 350 veículos por sessão, com duração entre 30 e 45 minutos. Ao chegar, os veículos são direcionados para o entorno do palco, onde ocorre uma balada drive-in. Os carros são posicionados a uma distância segura e, ao sintonizar na rádio do parque, é possível curtir a balada de dentro do automóvel e interagir no meio de luzes e buzinas. Os carros autorizados a entrar devem ter de duas a quatro pessoas e o uso de máscara é obrigatório. 

Antes do horário de cada sessão, sinalizado no ingresso do visitante, o palco se transforma em espaço para projeção de um filme que instaura o clima de terror. Transmitido por outra estação de rádio do parque, o enredo insere os visitantes na trama, sugerindo que nem todo mundo está seguro, ainda que todos estejam dentro dos carros. 

Cinco temas são desenvolvidos durante o percurso: Caça aos Lobos; Antro de Parasitas; Tormentos de Infância, Rituais e Terror Contemporâneo. A cada parada, uma surpresa. Os monstros ganham as ruas e interagem com os visitantes dentro do carro – às vezes de maneira inesperada, deixando o coração acelerado. Em meio a toda a ação, o lado artístico não poderia ficar de fora. Coreografias e apresentações especiais acompanham os visitantes por toda a rota. 

(Foto: Felipe Lima)

Bruxas, lobos, palhaços maléricos, múmias maias e astecas, zumbis e famosos personagens do cinema – como Freddy Krueger, Jason e Pennywise – são algumas das aparições durante o Horror Drive Tour. E não é porque o percurso terminou que a diversão também deve parar. Após curtir os momentos de terror e pânico, os visitantes podem retornar ao palco e curtir a balada musical em conceito drive-in. Cada um curte com os companheiros de carro.

Às 21h, após a última sessão, é hora do show de encerramento, finalizando o dia em Hopi Hari. Horror Drive Tour permanece em cartaz até 1º de novembro e o sucesso do modelo inspirou a direção a criar uma solução semelhante para a comemoração de fim de ano no parque. “Tudo ainda é muito incerto e o Natal é sempre um evento muito celebrado. Vai depender bastante da evolução da vacina e da queda no número de casos, mas acreditamos que será um período cheio de novidades. Podem esperar algo inédito”, finaliza o diretor artístico.

APRENDENDO EM MEIO À PANDEMIA

Rogério Barbatti, gerente de Conteúdo e diretor artístico do Hopi Hari,

“No geral, todos estivemos muito unidos durante esse período de crise e o Hopi Hari demonstra que é possível ressurgir das cinzas. Para isso, é necessário se reinventar. Segurança sempre foi um tópico presente e prioritário e, nesta pandemia, a gente teve de aprender com um novo protocolo. Temos de acompanhar tendências mundiais e proporcionar novidades.

As pessoas vão valorizar mais o turismo nacional. O País precisa disso. Há tantos lugares lindo e o Hopi Hari é um complemento. Fiquem em casa, fiquem no Brasil. Valorizem nossos parques! 

Precisamos do público para continuarmos ativos, trazendo impactos econômicos positivos e gerando empregos. Estamos preparados para receber o público e sabemos que há muito para explorar. Nunca deixamos de acreditar. Ver o Hopi Hari como está, hoje, é emocionante.”


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