Hotéis Rio defende reabertura da Avenida Niemeyer, fechada desde maio

De acordo com Alfredo Lopes, presidente do Hotéis Rio, a interdição da via impactam negativamente a ocupação do setor hoteleiro
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Sindicato dos Meios de Hospedagens do Rio de Janeiro (Hotéis Rio), em união com a Associação de Moradores de São Conrado (Amasco), reuniu, nesta quarta-feira (15), representantes de ambas associações para chamar atenção dos prejuízos causados pelo fechamento da Avenida Niemeyer, por onde trafegam cerca de 36 mil veículos por dia.

A avenida foi fechada em 27 de maio por razões de segurança, após deslizamento registrado no ano passado, que causou a morte de pessoas soterradas dentro de um ônibus. De acordo com os moradores, o fluxo dos túneis Lagoa-Barra piorou, já que o movimento da avenida foi redirecionado.

A Justiça determinou que a prefeitura fizesse uma série de intervenções para reduzir os riscos de deslizamento. No entanto, o município argumenta, agora, que os trabalhos emergenciais já foram realizados. Essa avaliação foi discordada pelo Tribunal de Justiça do estado e considerou que as obras não estão prontas.

Alfredo Lopes, presidente do Hotéis Rio, declarou que os empreendimentos hoteleiros chegaram a contar com uma queda de 80% na taxa de ocupação, levando ao encerramento das operações de cinco empreendimentos em São Conrado e no Vidigal. Hotel Nacional e o Sheraton também estão sendo afetados e o sindicato alerta que, além de representarem cerca de mil quartos, emprega mais de 500 pessoas cada um, fortalecendo a economia local.

O Hotéis Rio e a Associação de Moradores defendem a reabertura da avenida com plano de contingência ou que seja estabelecido um cronograma para a conclusão das obras. O prazo inicial para a execução das intervenções terminou em novembro, dois meses depois. A abertura depende da prefeitura convencer a Justiça de que há condições de liberar a via.

Conteúdo original: Agência Brasil

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