Hotelaria: Diária média de São Paulo cresce 26% em setembro

Os dados demonstram que há um contínuo alavancamento na hotelaria de São Paulo, incluindo grande parcela das macrorregiões turísticas

Hotelaria São Paulo

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP), em seu relatório “Desempenho da Hotelaria no Estado de São Paulo”, setembro apresenta resultados melhores frente ao que foi apresentado em agosto. Apesar disso, a diária média (-29,94%), a taxa de ocupação (-69,51%) e o Revpar (-78,63%) continuam significativamente mais baixos se comparados com 2019.

Frente ao mês anterior, setembro registrou um crescimento de 26,86% no valor da diária média e alavancamento de 68,38% no Revpar. Outro dado importante é referente ao aumento nas unidades habitacionais (UHs) abertas para comercialização, que foi de 51,01% para 82,13%, representando uma variação positiva de 61%.

“Estes números demonstram maior flexibilização nas regiões por parte das autoridades governamentais bem como a tendência a um cenário mais otimista por parte dos empresários do setor hoteleiro”, avalia Roberto Gracioso, coordenador do estudo, que também destacou uma variação negativa de 14,86% na taxa média de funcionários empregados no mês. “Esta queda não significa aumento de demissões. Retrata sim a manutenção da mesma quantidade de funcionários”, complementa.

Os dados também revelam incremento na taxa média de ocupação em 12 das 15 macrorregiões turísticas, com exceção da região centro-oeste, que apresentou queda de 35,48%. Apesar da defasagem em relação ao mesmo ínterim do ano passado, é válido destacar que regiões que predominam no turismo corporativo demonstram sinais de recuperação. Confira algumas delas:

  • Campinas e Região: +67,08%
  • Capital Expandida: +68,74%
  • Capital Paulista: +75,73%.

Regiões de lazer, como Litoral Paulista e Vale do Paraíba, apresentam aumento na taxa média de ocupação de 29,38% e 46,82%, respectivamente. Demais regiões do estado também demonstraram tendência de recuperação do setor.

Apesar da recuperação de 26,86% em setembro, a taxa média de ocupação permanece com 70% de defasagem em comparação com o ano passado. “De um modo geral, verificamos recuperação real de 5% em relação ao mesmo período de 2019”, conclui Gracioso.

O Revpar acumulado do estado, por sua vez, contou com acréscimo de 68,38% em setembro comparado com agosto. Todas as regiões apresentaram significativa recuperação, com exceção das macrorregiões turísticas centro-oeste (-31%) e Circuito das Águas (-11,02%).

“Apesar dos índices de recuperação terem sido expressivos, indicando tendência de recuperação, o RevPar apresenta forte retração ainda em relação ao mesmo período de 2019, com -78,63%”, enfatiza Gracioso.

Resultado regional

As regiões de maior destaque em setembro foram:

  • Vale do Paraíba (116,29%)
  • Capital Paulista (87,76%)
  • Campinas e região (70,80%)
  • Alta Mogiana – Ribeirão Preto (61,08%)

Em relação à diária média, a região do Vale do Paraíba – Serra registrou o maior índice de aumento, chegando a um acréscimo de 53,42%. Já Alta Mogiana, com o turismo corporativo predominante, cresceu (29,85%).

As regiões corporativas foram as mais retraídas, como a capital e Campinas e região, que apresentaram, respectivamente, redução de 20,94% e 15,48%, frente ao mesmo período do ano passado. No geral, o valor da diária média de São Paulo registrou aumento de 20,15% entre julho e setembro, saindo de R$ 191,87 e chegando a R$ 230,56.

O relatório completo está disponível para download neste link.

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