Iata registra aumento de 4,5% na demanda do tráfego de pax em maio

A demanda registrada em maio é equiparada ao aumento de abril, contudo está abaixo da média de crescimento de 20 anos

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Setor aéreo une forças contra pirataria

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) anunciou os resultados gerais do tráfego de passageiros de maio de 2019. De acordo com a análise, a demanda (RPKs) apresentou um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Este resultado manteve o crescimento do tráfego de 4,4% de abril e ficou acima da queda anual de 3,1% registrada em março.

No entanto, é importante ressaltar que o crescimento permanece abaixo da média de crescimento de 20 anos de aproximadamente 5,5%. A capacidade (ASKs) teve aumento modesto de 2,7% e o fator de carga subiu 1,4 ponto percentual, atingindo 81,5% e superando o recorde do ano passado de 80,1%.


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“O crescimento da demanda de passageiros diminuiu quando comparado aos últimos dois anos. Esse resultado segue a tendência de desaceleração do comércio global, aumento das tensões comerciais e enfraquecimento da confiança nos negócios. Nesse ambiente cheio de desafios, as companhias aéreas estão gerenciando a capacidade com cuidado para otimizar a eficiência”, disse Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da Iata.

Mercado internacional

A demanda internacional de transporte aéreo subiu 4,3% em maio de 2019 em relação ao mesmo ínterim do ano passado, mas ficou abaixo do aumento de 5,1% registrado em abril. Todas as regiões apresentaram aumento no período, com as companhias aéreas na América Latina à frente. A capacidade total subiu 2,1% e o fator de carga aumento 1,7 ponto percentual, atingindo 80,4%.

As companhias da Europa apresentaram aumento de 5,4% na demanda de maio frente ao mesmo mês do ano passado, contudo ficou abaixo do crescimento anual de 7,7% registrado em abril. A capacidade aumentou 4,6% e o fator de carga subiu 0,7 ponto percentual, atingindo 84,2%, o maior entre todas as regiões. No entanto, o crescimento maior foi observado no primeiro semestre de 2018, com a demanda se mantendo igual no restante do ano.


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Já as empresas da região Ásia-Pacífico registraram um aumento de 4% em maio se comparado ao mesmo período do ano anterior, que ficou acima do aumento de 2,9% registrado em abril. A capacidade aumentou 3% e o fator de carga subiu 0,8 ponto percentual, chegando a 78,6%. Este é o segundo aumento mensal consecutivo na demanda, mas ainda é considerado fraco em uma região que registrou regularmente crescimento de dois dígitos nos últimos anos. As tensões comerciais entre os Estados Unidos e China continuam afetando o crescimento da demanda na região.

Ao mesmo tempo, as aéreas do Oriente Médio apresentaram redução de 0,8% na demanda em relação ao ano passado, ao contrário do crescimento anual de 3,3% registrado em abril. Esse resultado reflete, em parte, o impacto das mudanças estruturais que estão ocorrendo no setor na região. A capacidade de maio despencou 6,1% e o fator de carga subiu cinco pontos percentuais, atingindo 73%.

Na América do Norte, as empresas registraram aumento de 4,8% na demanda de amio em relação a maio de 2018, contudo ficou abaixo do crescimento anual de 5,6% registrado em abril. A capacidade subiu 2,7% e o fator de carga subiu 1,7 ponto percentual, atingindo 83,6%. A economia doméstica relativamente forte dos Estados Unidos e o dólar americano ajudam a compensar a desaceleração comercial nas viagens internacionais.

Já as companhias da América Latina apresentaram aumento de 6,7% no tráfego de maio em relação ao mesmo ínterim do ano passado, que ficou bem acima do crescimento de 5,1% registrados em abril. A demanda de passageiros se manteve em um nível, apesar do cenário econômico em vários países da região. A capacidade subiu 4% e o fator de carga aumentou 2,1 pontos percentuais, chegando ao montante de 84%, considerado o segundo maior entre todas as regiões.

As aéreas da África registraram aumento de 2,1% no tráfego de maio frente ao mesmo mês do ano anterior, ficando acima do crescimento de apenas 1,1% registrados em abril. A capacidade subiu 0,1% e o fator de carga aumentou 1,3 ponto percentual, atingindo 67%. O tráfego entre África e a Europa continua em forte expansão, mas o crescimento econômico na África do Sul caiu no primeiro trimestre, resultando em um impacto negativo na demanda de passageiros.

Mercado doméstico

A demanda por viagens domésticas subiu 4,8% em maio de 2019 em relação a maio de 2018, ficando bem acima do índice de 31% registrado em abril. A Rússia foi o único mercado que apresentou crescimento de dois dígitos da demanda. A capacidade doméstica aumentou 3,8% e o fator de carga subiu 0,8 ponto percentual, chegando a 83,4%.

Além disso, o tráfego interno da Rússia aumentou 10,6% na comparação com o ano passado, um pouco acima do acréscimo de 10,4% em abril. O país continua aproveitando as condições econômicas favoráveis e tarifas menores.

Já o tráfego interno do Japão subiu 6,6% em maio, representando uma alta em relação ao crescimento de 4,1% no mês anterior. Os benefícios nas tarifas e o crescimento econômico robusto contribuíram para esse resultado positivo.


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