IATA revê previsão de lucros na aviação mundial para US$ 18,7 bilhões

Por: Rafael Lima

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) anunciou que o setor continua num bom caminho para oferecer um segundo ano consecutivo de crescimento na lucratividade. Isso apesar de uma ligeira revisão do setor para US$ 18,7 bilhões em 2014, um pouco abaixo da expectativa anterior, de US$ 19,7 bilhões.

 

O principal driver da revisão para baixo é o alto preço do petróleo, cuja média é de US$ 108/barril – US$ 3,5/barril acima das projeções anteriores. O custo adicional na conta do combustível da indústria, de US$ 3 bilhões, foi em parte compensado pela forte demanda, especialmente para o setor de carga, apoiado por um fortalecimento da economia global. As receitas totais da indústria devem subir para US$ 745 bilhões (US$ 2 bilhões a mais do que o anteriormente previsto).

 

“Em geral, as perspectivas são positivas. O ciclo de retomada econômica está apoiado em um ambiente de forte demanda. E isso está compensando os desafios, como o custo de combustível mais elevado relacionado com a instabilidade geopolítica”, afirma Tony Tyler, diretor-geral e CEO da IATA.

 

A indústria da aviação mantém em US$ 5,65 o lucro líquido médio por passageiro. Uma melhora a partir dos US$ 2,05 obtidos em 2012 e US$ 4,13 em 2013. Mas inferior aos US$ 6,45 de 2010.

 

“A eficiência na estrutura da indústria por meio da consolidação, de joint ventures e investimentos em novos produtos e serviços está oferecendo mais valor aos passageiros, e isso ajuda as companhias aéreas a permanecerem rentáveis, mesmo em condições comerciais difíceis. Mas ainda precisamos dos governos para entender a ligação entre políticas favoráveis ​​à aviação e benefícios econômicos mais amplos. Em muitas partes do mundo, o poder inato da indústria para impulsionar a prosperidade e a conectividade é comprometido pelos altos impostos, infraestrutura insuficiente e regulação onerosa”, disse Tyler.

 

As previsões da IATA são estimativas de desempenho agregado do setor de transporte aéreo global e não devem ser tomadas como um indicador de desempenho individual de cada companhia aérea, que pode variar muito em magnitude e direção da perspectiva global.

 

 

Principais previsões

 

                                                                                                                        

Preço do combustível: atualmente responde por cerca de 30% do custo médio de uma companhia aérea. As tensões recentes, como na Ucrânia, provocaram uma tendência ascendente. Os preços do petróleo estão agora em média de US$ 108/barril – US$ 3,5 mais alto do que o previsto anteriormente.

 

Demanda: a demanda por viagens aéreas continua forte. A IATA espera um crescimento de 5,8% este ano. Um pouco abaixo do que o previsto anteriormente (6%), mas uma melhoria no crescimento de 5,3% em relação a 2013.

 

Demanda de cargas: um mercado que apresenta o maior avanço (4,0%), contrariando o crescimento previsto anteriormente de 2,1%. As condições comerciais permanecem um desafio, mas as tendências macroeconômicas positivas estão fornecendo um impulso à demanda de cargas.

 

 

Desempenho da América Latina

 

 

As companhias aéreas latino-americanas esperam um lucro de US$ 1 bilhão – US$ 500 milhões a menos do que o anteriormente previsto. Mas o resultado deste ano ainda é mais do que o dobro do lucro de US$ 400 milhões registrado em 2013. O mau desempenho econômico na Argentina e no Brasil é o principal fator da redução da rentabilidade, juntamente com a agitação política e social na Venezuela.

 

 

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) representa cerca de 240 companhias aéreas de 115 países, compreendendo 84% do tráfego aéreo mundial.

 

RL

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