Iata: viajantes detém receio de contágio de covid-19 em aviões

De acordo com o estudo da Iata, 58% dos viajantes estão evitando realizar viagens aéreas. Confira os principais receios dos viajantes

Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da Iata
Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da Iata

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou uma pesquisa de opinião pública, que mostra que a disposição de viajar ainda está muito ligada aos riscos de contágio de covid-19. Sobre as precauções, 77% dos viajantes afirmam que estão lavando as mãos com mais frequência, 71% diz evitar grandes reuniões e 67% declara que usa máscara fácil em público.

Além disso, o levantamento registrou que 58% dos entrevistados estão evitando realizar viagens aéreas, com 33% declarando que o fato de não viajar é uma medida contínua de proteção contra a covid-19.

Confira as três principais preocupações dos viajantes:

No Aeroporto:

  • Estar em um ônibus ou trem lotado a caminho da aeronave (59%)
  • Filas no check-in, segurança ou controle de fronteira e embarque (42%)
  • Usar banheiros do aeroporto e instalações sanitárias (38%)

A bordo:

  • Sentar ao lado de alguém que pode estar infectado (65%)
  • Usar banheiro (42%)
  • Respirar o ar no avião (37%)

Quanto às três principais medidas que tornaria a viagem mais segura, 37% cita a triagem do covid-19 nos aeroportos de partida, 34% concorda com o uso obrigatório de máscaras e 33% observam a necessidade do distanciamento social nas aeronaves. Os próprios passageiros demonstraram vontade de desempenhar um papel em manter um voo seguro, incluindo:

  • Aferição de temperatura (43%)
  • Uso de máscara durante a viagem (42%)
  • Check-in online para minimizar interações no aeroporto (40%)
  • Fazer um teste de covid-19 antes da viagem (39%)
  • Higienização das área (38%)

“As pessoas estão claramente preocupadas com a covid-19 quando viajam. Mas eles também são tranquilizados pelas medidas práticas que estão sendo introduzidas pelos governos e pela indústria sob a orientação de decolagem desenvolvida pela Organização Internacional de Aviação Civil (Oaci). Mas vai levar tempo. Para ter o máximo efeito, é fundamental que os governos implementem essas medidas globalmente”, disse Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da IATA.

A pesquisa também apontou questões importante, como a confiança que o setor precisa reconquistar, comunicando os fatos com mais eficácia.

As principais preocupações a bordo incluem:

  • Qualidade do ar: 57% dos viajantes acreditavam que a qualidade do ar é perigosa e 55% também respondeu que entendi que era tão limpo quanto o ar na sala de operações de um hospital. O ar das aeronaves é renovado a cada 2 minutos. Além disso, com os filtros de ar particulados de alta eficiência (Hepa), é capturado mais de 99% dos germes, incluindo o novo coronavírus.
  • Distanciamento: os governos aconselham o uso de máscara quando o distanciamento não é possível. Existem várias outras barreiras naturais à transmissão do vírus a bordo, incluindo a orientação para a frente dos passageiros, limitando a interação a face a face; os encostos dos bancos eu limitam a transmissão e a movimentação limitada dos passageiros dentro da aeronave.

“A triagem antes do voo e das coberturas faciais está entre as camadas extras de proteção que estão sendo implementadas pela indústria e pelos governos, sob recomendação da Oaci e da Organização Mundial da Saúde. Nenhum ambiente é isento de riscos, mas poucos são tão controlados quanto a cabine da aeronave”, disse de Juniac.

O estudo ainda registrou que 45% dos viajantes estão dispostos a viajar alguns meses após a pandemia, uma queda de 16 pontos percentuais frente ao que foi registrado em abril. No geral, os resultados da pesquisa demonstram que as pessoas não perderam pelo gosto pela viagem, mas existem obstáculos para retornar aos níveis de viagem pré-crise:

  • A maioria dos viajantes pesquisados ​​planeja voltar a viajar para ver a família e amigos (57%), férias (56%) ou negócios (55%) o mais rápido possível após o término da pandemia
  • 66% disseram que viajariam menos para lazer e negócios no mundo pós-pandemia
  • 64% indicaram que adiariam as viagens até que os fatores econômicos melhorassem (pessoais e mais amplos).

“Os passageiros estão nos dizendo que levará algum tempo antes de voltarem aos seus antigos hábitos de viagem. Muitas companhias aéreas não planejam que a demanda volte aos níveis de 2019 até 2023 ou 2024. É fundamental que os governos permaneçam engajados. Medidas de alívio contínuas, como alívio das regras de usar ou perder, taxas reduzidas ou medidas de redução de custos serão críticas por algum tempo”, disse de Juniac.

Um dos maiores obstáculos é a quarentena. De acordo com 85% dos respondentes, há uma preocupação por ficar em quarentena durante a viagem, um nível semelhante à preocupação geral por pegar o vírus ao viajar (84%). Entre as medidas que os viajantes estão dispostos a adotar, apenas 17% afirmam estar apto a passar quarentena.

“Quarentena é um matador de demanda. Manter as fronteiras fechadas prolonga a dor, causando dificuldades econômicas muito além das companhias aéreas. Se os governos quiserem reiniciar seus setores de turismo, são necessárias medidas alternativas baseadas no risco. Onde há vontade de se abrir, há maneiras de fazê-lo de forma responsável ”, disse de Juniac.


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