Iberostar cresce em vendas on-line no Brasil

Vendas da Argentina também registraram aumento, mas devem cair em 2019
Orlando Giglio

Os resultados de 2018 ratificam o crescimento da venda on-line no Brasil para a Iberostar. Essa é a opinião de Orlando Giglio, diretor da rede para o País, e foi refletida na premiação Estrellas que, há 13 edições, homenageia os melhores vendedores do ano anterior. Neste ano, o evento foi realizado a bordo do Iberostar Grand Amazon, no rio Negro.

A participação do segmento – que inclui o site da rede e as on-line travel agencies (OTAs) – já chega a 30%, enquanto a venda por operadoras tradicionais representa entre 40% e 42% dos negócios da empresa espanhola.

Para o executivo, um dos gatilhos para esse crescimento é o acúmulo de milhagens em programas de fidelidade e cartões de crédito. “Ninguém usa essa pontuação para comprar produtos em agências. Quando veem que as milhas vão expirar, os clientes emitem as passagens diretamente na internet”, disse.

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A lógica vale, segundo Giglio, para o que ele chama de “mono estadas”, ou seja, quando o viajante voa para um destino e permanece no mesmo local durante todo o período. “Se a logística começa a complicar e o cliente quer desembarcar em Recife, passar uns dias, depois ir para Maceió e seguir para Salvador ele procura as agências porque não é todo mundo que sabe combinar os fatores. Montar o pacote fica mais complexo”, disse.

EMERGENTES

Outra constatação sobre a análise dos resultados de 2018 é o fortalecimento das operadoras que Giglio chama de emergentes. “Elas não são grandes, mas vêm conquistando uma boa fatia de mercado. Não dá para comparar com as megaempresas do segmento, mas essa gente nova está ganhando mercado”, afirmou.

Entre elas, o executivo cita a Europlus, de Porto Alegre (RS), e quatro do Paraná: BRT, BWT, FRT e MGM. “Uma boa parcela se deve ao regionalismo. O cliente é fiel e prefere comprar da empresa que atua no seu estado”, defendeu.

As vendas do Cone Sul representavam 3% nos primeiros anos da rede no País; hoje chegam a 11%. “Argentina foi muito bem no ano passado, mas, infelizmente, deve cair em 2019 porque ninguém aguenta o dólar a 46 pesos”, lamentou.

Giglio tem uma perspectiva otimista para o Brasil, contanto que as questões políticas sejam resolvidas – especialmente as Reformas da Previdência e Fiscal. “Em visita para conhecer o mercado brasileiro, os líderes espanhóis da rede perceberam que temos tamanho e potencial de consumo”, relatou.

Na opinião do executivo, isso pode ser um estímulo importante para que o País saia da condição consolidada de receptor de turistas nos hotéis do grupo para a posição de relevante emissor para toda a rede no exterior.

“A Europa está confusa, assim como os Estados Unidos que vêm mudando na era Trump. Esses mercados tradicionais ainda respondem, mas não têm mais por onde crescer. E nós temos potencial e boa ligação aérea com o Caribe e com a Europa”, finalizou.

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