Ilhas Cayman proíbem navios de cruzeiro por 60 dias e cancela eventos

O governo das Ilhas Cayman anunciou as medidas na última sexta (13), visando proporcionar menores impactos aos principais mercados do destino

Nos últimos dias, com a confirmação da primeira pessoa infectada com Covid-19 e sua posterior morte nas Ilhas Cayman, foi decidido, na última sexta-feira (13), a proibição de navios de cruzeiro por 60 dias, bem como o fechamento de instalações educacionais, cancelamento de eventos, entre outras ações.

Hoje, está restrito, por exemplo, a permanência de mais de 50 pessoas em locais que não sejam supermercados, instalações médicas e farmácias. Isso exclui os funcionários de seus locais de trabalho, embora o governo incentive que as empresas permitam que seus funcionários trabalhem de casa, caso seja possível.

Foram anunciadas algumas medidas aprovadas pelo gabinete. Confira!

  1. Fechar o Aeroporto Internacional Owen Roberts e o Aeroporto Internacional Charles Kirkconnell para voos internacionais de passageiros por um período temporário de três semanas, com início no domingo, 22 de março de 2020, às 23:59 até domingo, 12 de abril de 2020, às 23:59.
  2. Todos os voos de entrada, exceto os provenientes do Reino Unido, a partir de quinta-feira, 19 de março de 2020, operarão apenas para residentes que retornam.
  3. Os voos de saída funcionarão normalmente até domingo, 22 de março de 2020.
  4. Com efeito imediato, qualquer pessoa que chegue às Ilhas Cayman deverá ficar isolada por 14 dias.
  5. Os voos entre ilhas continuarão. No entanto, os voos de Grand Cayman para Cayman Brac e Little Cayman serão restritos a residentes e pessoas essenciais, por exemplo, equipes médicas etc. Isso porque, como todos sabemos, Cayman Brac tem uma população idosa significativa e queremos garantir que eles estejam protegidos.
  6. Os voos de carga, bem como os de correio, continuarão, assim como os voos de emergência de ambulância aérea médica necessários para levar os residentes ao exterior para tratamento médico.

“Como somos um destino de férias muito procurado, essa decisão ajudará a garantir que as Ilhas Cayman sejam capazes de proteger não apenas nossa população, mas também o bem-estar de nossos negócios de turismo e de nossos clientes a longo prazo”, declarou o destino em comunicado.

Acredita-se que, por meio da companhia Cayman Airways, o destino poderá manter as ligações aéreas conforme necessidade. Além disso, há opções sendo buscadas pelo governador para garantir que haja uma ponte aérea mantida entre Reino Unido e seus territórios ultramarinos durante esse período.

Desde a última sexta-feira (13), o governo realiza reuniões com os principais segmentos da economia e mais medidas já estão sendo planejadas. “Estou convencido de que todos estão levando a sério essa ameaça e apoiam as medidas tomadas pelo governo. Pelo que foi dito, todos têm planos de proteger seus funcionários e manter seus principais negócios em operação”, declara Martyn Roper, governador das Ilhas Cayman.

Roper ainda afirma que outras medidas estão sendo pensadas, a fim de manter as pessoas empregadas, especialmente aquelas que atuam no Turismo. “Embora nosso setor de turismo esteja enfrentando uma baixa, vamos trabalhar para reconstruí-lo quando o pior já tiver passado. Em nossa reunião com serviços financeiros, foi bom saber que recebemos apoio nas medidas tomadas e que o setor está tomando precauções para garantir a força dos negócios aqui”, completa.

Por fim, o governador afirma que a boa gestão financeira do governo da administração proporciona melhor posição para enfrentar a posição. “Também temos um sistema médico profissional e forte, tanto no setor privado quanto no público, comprometido em ajudar a nos manter seguros. Conforme dito anteriormente, não há preocupações com o fornecimento de alimentos e mercadorias, então, por favor, peço a todos: não entrem em pânico para fazer compras”, conclui.


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