IMAT-SP mostra Turismo paulistano 60% abaixo dos níveis pré-pandemia

Informação consta em estudo desenvolvido pela Fecomercio-SP em parceria com a SPTuris

IMAT-SP
Levantamento do FOHB aponta crescimento em todos os índices hoteleiros do mês

O cálculo do Índice Mensal de Atividade do Turismo em São Paulo (IMAT-SP) constatou que o Turismo paulistano ainda não registrou crescimento em 2021. O novo indicador, criado para mensurar a atividade mensalmente na cidade, mostra que a capital paulista fechou o mês de março com queda de quase três quartos do faturamento (-72%) em relação ao mesmo mês de 2020, quando já estava sentindo os impactos da crise e via caírem drasticamente a taxa de ocupação hoteleira (-48%), as movimentações nos aeroportos (-55%) e o fluxo nas rodoviárias (-39%).

O IMAT-SP chegou a 39,8 de 100 possíveis no terceiro mês do ano, resultado 21,5% menor do que o de fevereiro de 2021 e está 38,9% abaixo do registrado em março de 2020. Considerando dados de janeiro de 2020, antes da crise pandêmica, a retração é de 60%. O índice é calculado pelo Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com o Observatório de Turismo e Eventos da São Paulo Turismo (SPTuris).

Formado por cinco variáveis que têm os mesmos pesos, o indicador leva em consideração tanto o lado dos empresários quanto o dos consumidores. O cálculo é feito levando em conta o faturamento das empresas turísticas, taxa média de ocupação de hotéis, estoque de empregos em atividades de Turismo, movimentação de passageiros nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos e em rodoviárias, servindo também como apoio para que os prestadores de serviço tracem suas estratégias.

Os dados mostram que o melhor momento do Turismo paulistano – dentro da série histórica do indicador, iniciada em janeiro de 2020 – foi dezembro de 2020, quando chegou ao patamar de 58,9. Dali em diante, o IMAT-SP não parou mais de cair, embora ainda não tenha chegado à pontuação mais baixa –  de 27,2 em abril do ano passado.

Os números sinalizam que a atividade turística na cidade de São Paulo deve seguir um ritmo lento nos próximos meses. Entretanto, a expectativa é que os dados de abril sejam positivos, ao menos pelo efeito estatístico, já que abril do ano passado foi um período marcado pelas severas restrições de circulação impostas pelo Plano São Paulo, a fim de tentar diminuir a curva da covid-19.
 
Nas expectativas do setor, esta retomada ganhará fôlego apenas no segundo semestre, já que ela depende diretamente da imunização da população.

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