Informação… O que é o que é?

Não seria errado afirmar de que tudo é informação e que este mesmo conceito se constitui num fenômeno que nos é transmitido deliberadamente ou involuntariamente através de veículos que usam sons, imagens, palavras, conceitos, emoções, sensações, deduções, percepções para nos atingir – com a nossa aprovação ou não -, conscientemente ou inconscientemente.


Se recorrermos aos mais conceituados dicionários, poderíamos entender de que se trata de “dados acerca de alguém ou de algo”, um conhecimento disponível, mas que nem sempre nos é permitido adquirir por vontade própria (a informação pode “estar lá” sem necessariamente ser “procurada” ou estar ao alcance de quem a deseja). Informação (do latim informatio,onis: ação de formar, de fazer, de fabricar) seria “a resultante do processamento, manipulação e organização de dados, de tal forma que represente uma modificação (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento do sistema (humano, animal ou máquina) que a recebe”.

Apesar de o conceito ser eminentemente abstrato, a informação em si pode ser algo bem concreto: os raios do sol que nos atingem nos fornecem calor e este calor nos transmite uma informação – algo de bem concreto que se transforma em um conceito totalmente abstrato -(ou vice-versa?).

A informação pode ser recebida com ou sem a nossa anuência. Pode ser verdadeira ou falsa, considerando a relatividade em pauta. Pode ser pacífica ou perigosa/beligerante. Importante ou não, dependendo de quem a transmita e/ou de quem a recebe. Pode se transformar em arma ou, até, em valor econômico. Pode ser útil para uns e não para outros. Pode ser entendida, clara ou confusa. Simples ou complicada, visível ou invisível. Ter origem definida ou vaga. Ser de concordância de todos ou discutível e, sempre, estar sujeita a um ponto de vista ou a uma interpretação pessoal.

Somos constantemente bombardeados por informações de todos os tipos e gêneros, muitas vezes sem termos a liberdade de nos esquivar de seus alvos. Informar seria o ato de transmitir tais informações e o agente emissor se constituiria no próprio informante, sendo assim, o receptor considerado como o elemento informado.  O homem, desde a sua origem, viveu recebendo informações de todos os tipos (um “grunhido” no estômago pode estar nos informando sobre a fome) que resultam na sua formação ou, mesmo, na sua formatação. Lembrando Carl Jung quando este dizia que “nascemos originais e morremos como cópias”.  

Desnecessário lembrar e mencionar o relevante papel da informação no mundo das viagens. A busca da informação por parte do virtual viajante – no que tange às modalidades de transporte, onde se hospedar, o que deve ser visto nos destinos visitados, onde se alimentar, etc. – e o importante auxílio dos profissionais do turismo, cumprindo sua responsabilidade na consecução destas informações é absolutamente vital para assegurar o pleno sucesso da empreitada daqueles que irão se deslocar através dos quatro cantos deste mundo.

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