Interamerican: turistas desejam viajar, mas priorizam segurança sanitária

Pesquisa Interamerican

Uma pesquisa foi realizada pela Interamerican Network em mais de 16 países da América Latina, para estudar o atual cenário de turismo: quase 60% dos viajantes pretendem viajar entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, um índice 14% maior que no ano passado.

Esse é apenas um dos dados apontados pela pesquisa da agência de comunicação, que anda monitorando hábitos dos viajantes da América Latina desde o começo da pandemia de covid-19. No total, foram ouvidas 1.117 pessoas pela Interamerican, incluindo 54% do sexo feminino, 39,21% casadas com filhos e faixas etárias mais presentes deram de 45 a 54 anos (25,69%), 35 a 44 anos (23,19%) e 55 a 64 anos (22,65%). Dentre os 16 países pesquisados, estão o Brasil, Argentina, Colômbia, México, Chile e Peru.

Para esses viajantes, o meio de transporte preferido é o avião (47%), enquanto o tipo de hospedagem preferido é um hotel de rede conhecida (31%). Dentre os principais gastos com a viagem, estão a passagem aérea (33%), a hospedagem (25%), gastos com restaurantes (16%), compras (14%) e passeios (13%).

A quantidade de viagens que latino-americanos pretendem planejar neste período varia entre uma (48,61%) e duas ou três (48,23%), acompanhados da família (35,69%) ou do par romântico (28,16%), para a praia (26%) ou destinos urbanos (22%), e dentro do próprio país (43,40%). Já viagens internacionais, segundo os participantes da pesquisa, seriam apenas realizadas daqui sete ou 12 meses (26%) ou após 12 meses (26%).

Danielle Roman, presidente da Interamerican, comenta que a demanda por viagens anda muito alta, mas as pessoas ainda sentem certo receio: “O avanço da vacinação e a queda nas taxas de infecções e mortes dão o pontapé que faltava para a retomada do Turismo. Porém, ele volta com cautela, com parâmetros muito claros de segurança, tanto sanitária quanto financeira, o que é bom para todos”.

Dentre os fatores que mais impactam o planejamento de férias, estão preocupações de ordem econômica como promoções e ofertas (23%), orçamento e protocolos de segurança dos fornecedores (21%), destinos com baixo risco de covid-19 (18%) e flexibilidade para remarcar as reservas (17%).

Danielle comenta também sobre as fontes de informação preferidas pelo público para consultas durante o planejamento de viagens: “fontes oficiais, como governos e a OMS, lideram com 19%; porém, são seguidas de perto por sites de reservas de viagens (18%), fornecedores como hotéis e companhias aéreas (16%), imprensa (13%), Google (12%) e, empatados cada um com 11%, blogs e redes sociais”.

Dados no Brasil

O índice de pessoas em território brasileiro que dizem querer viajar em 2021 também aumentou em comparação com outubro de 2020: o índice subiu de 34% para 38,7% (considerando viagens em até dois meses). Em segundo lugar no ranking aparece a opção de viagens daqui três ou quatro meses (24,5%). Sobre a quantidade de viagens que pretendem fazer, 49,2% responderam que apenas uma, enquanto 47,7% declararam o desejo de fazer duas a três viagens nos próximos meses.

“Isso indica que a temporada de verão no Brasil vai ser movimentada, com os viajantes finalmente matando a saudade de pegar a estrada e empresas do setor de turismo vendo, enfim, a volta do movimento a seus estabelecimentos”, afirma Osmar Maduro, diretor da Interamerican e coordenador da pesquisa.

Dentre as modalidades, viagens em família (36,3%) ou com o par romântico (30%) estão entre as principais escolhidas; destinos de praia são os preferidos, seguidos por destinos urbanos.

A maioria dos brasileiros declara que pretende viajar dentro do país (50,2%), índice que subiu de 47% no ano passado; enquanto isso, para viagens fora do país, apenas daqui a 12 meses (35,1%), seguida de entre sete e 12 meses (27,5%), dado que pode ser afetado pela alta do dólar no mercado.

O principal meio de transporte continua sendo o avião, seguido do próprio carro, o que reforça a tendência das viagens em território doméstico; já os meios de hospedagem são: hotéis de redes, pousadas e casas ou apartamentos de aluguel por temporada. Casas de parentes ou amigos e hostels são as opções menos votadas pelos entrevistados.

Dentre os fatores de custo mais expressivos estão: passagem aérea e hospedagem, gastos em restaurantes, em passeios, e, surpreendentemente, o gasto com compras não esteve dentre os principais impactos nas contas dos viajantes brasileiros.

Agora, sobre os fatores mais importantes no planejamento de uma viagem, estão ordenados da seguinte forma: orçamento, precauções de segurança, promoções, higiene dos fornecedores, destinos de baixo risco de covid-19 e flexibilidade de remarcações e reservas.

Apenas 3,4% dos entrevistados não pretendem viajar no futuro próximo: das três razões apresentadas, estão segurança sanitária (47,1%), motivos financeiros (35,3%) e falta de tempo (17,6%).

No Brasil, órgãos oficiais como governos e OMS também foram escolhidos como principais fontes de informação para planejamento antes de tomar a decisão de viajar. Em seguida estão a imprensa, sites de reservas de viagem, fornecedores, redes sociais, Google e, por último, blogs.

Em comparação com a edição anterior da pesquisa da Interamerican, pode-se destacar o ganho de importância da imprensa como fonte confiável de informações, além da redução da predominância dos blogs, nas preferências dos brasileiros.

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