Iphan e Arquidiocese atuam em projeto de Via-Sacra no Cristo Redentor

O percurso da Via-Sacra no Cristo Redentor celebra os 90 anos do monumento; o percurso consiste no roteiro da Paixão de Cristo

Cristo Redentor Rio de Janeiro
Foto: repeodução

Nesta semana, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro firmaram um acordo de cooperação técnica para elaborar uma Via-Sacra entre o Maciço do Corcovado e o Santuário Cristo Redentor. A previsão de término das instalações é no final de 2021.

No Cristo Redentor, o trajeto será realizado através da ressignificação de trilhas históricas já existentes na floresta do Corcovado, com o uso de placas e sinalizações feitas de materiais biodegradáveis. A partir da celebração do contrato, serão desenvolvidos os estudos para selecionar as trilhas e as sinalizações que comporão o caminho. 

“Vamos ressignificar o nosso riquíssimo patrimônio cultural, ambiental e paisagístico, e aliar o turismo religioso a um conceito de sustentabilidade. A Via-Sacra do Cristo Redentor fortalecerá o turismo no Rio de Janeiro, bem como a imagem do Brasil como destino”, salienta Olav Schrader, superintendente do Iphan do Rio.

O acordo de cooperação entre o Iphan – autarquia federal vinculada ao Ministério do Turismo e à Secretaria Especial da Cultura – e a Arquidiocese, instituição responsável pelo Santuário Cristo Redentor, foi celebrado em uma cerimônia aos pés do Cristo Redentor. Estiveram presentes o padre Omar Raposo, reitor do Santuário, Larissa Peixoto, presidente do Iphan, Olav Schrader, superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, entre outros representantes dos setores de turismo e meio ambiente.

Com 30 metros de altura, a imagem do Cristo se apoia em um pedestal octogonal de oito metros que se encontra no cume do morro conhecido como Corcovado. O Iphan tombou o monumento em 2008, com a inscrição no Livro do Tombo Histórico. 

O Corcovado em si é protegido pelo Instituto desde 1973, enquanto patrimônio natural. Localiza-se na área do Parque Nacional da Tijuca, também tombado pela Autarquia, no ano de 1967. “Queremos deixar um legado para as futuras gerações. Será um momento positivo de inflexão para a autoestima dos cariocas e a imagem do nosso Brasil”, afirma Padre Omar, reitor do Santuário Cristo Redentor.

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