Isto é MS: palestra incentiva o turismo de experiência

“Condições ideais não existem. Quem quer começa hoje, erra, aprende e vai melhorando aos poucos”. Luciana Balbino

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Luciana Balbino, consultora de turismo de base comunitária.

Nesta quarta-feira (20), Luciana Balbino, consultora de turismo de base comunitária, falou sobre o turismo criativo. O encontro aconteceu durante o Seminário Isto é Mato Grosso do Sul, no centro de convenções do estado.

A palestrante abordou o case de Chã de Jardim, para exemplificar o sucesso do turismo criativo na prática. Lá, todos os atrativos são gerenciados pela comunidade. Caminhada, aluguel de bicicleta, aluguel de cavalo, piquenique na mata e apresentação de teatro, encenando os cangaceiros são algumas das atividades turísticas locais.

“A sensação mais gratificante, é ver no rosto desses produtores  que seu trabalho tem valor e tem reconhecimento. O turismo só é bom quando é bom para todo mundo”, se emociona Luciana. A palestrante é especialista em economia criativa, desenvolvimento regional, educação empreendedora, educação do campo e de associativismo.

Outro projeto é oficina de compostagem que utiliza casca de frutas para criar adubo. Durante o processo, os turistas participam da confecção e ao final, realizam o plantio de mudas. Eles podem também, levar um pouco do produto criado e uma amostra da planta para casa. As cascas de frutas são as sobras da fábrica de poupa, também gerenciada pela comunidade.

A hospedagem local, o hotel de barraca, promove a interação do cliente com a natureza. A gastronomia regional é enfatizada pelo restaurante Vó Maria. O ambiente é decorado com itens de reuso e remonta as construções de taipas.

O estabelecimento contém redário, mural para fotografia, lojinha de artesanato e horta. Os clientes podem escolher e pegar as hortaliças para consumo. “Tudo o que está aqui, vem da comunidade, da região. Hoje na comunidade, temos produção de rapadura, castanha, licores, poupa de frutas e artesanato”, relata Luciana.

Oficinas de artesanato ministradas por moradoras, utilizam a palha da bananeira para criar bolsas, roupas, pastas e cestos. “O turista do momento quer aprender a cada dia mais e procura experiência. Ele quer vivenciar, quer saber como a comunidade faz e como vive”, ressalta a empreendedora.

Inovação

“Turismo criativo transforma pessoas e essas pessoas são transformadas. O que é dificuldade em turismo, nós transformamos em negócio e dentro do turismo, se você emocionou o cliente, ele vai se fidelizar”, afirma.

Aproveitando as dificuldades financeiras e a falta de recursos, a comunidade utiliza as datas comemorativas, como o São João, para abrir a casa de farinha ao público como um atrativo. Placas para fotos também estão espalhadas pelo município. “Hoje muita gente no mundo conhece a nossa história. Me faz muito feliz saber que com a produção local, a comunidade não precise sair de lá para conseguir renda”, celebra Luciana.

Brasilturis Jornal viaja a convite da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, com proteção Affinity.


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