Isto é MS: pontua os impactos econômicos da pesca esportiva

De 2010 (98,5 mil) a 2015 (381,9 mil) licenças de pesca  foram emitidas
Lawrence Ikeda, Biólogo Marinho.

Nesta quarta-feira (20), o Seminário Isto é Mato Grosso do Sul, discutiu os Impactos socioambientais da pesca amadora e esportiva. A palestra ministrada por Lawrence Ikeda, Biólogo Marinho, aconteceu no centro de convenções de Campo Grande (MS).

Lawrence Ikeda, biólogo marinho, pontuou os impactos positivos e negativos da prática no meio ambiente, na sociedade e no desenvolvimento econômico. “Se a pesca esportiva estiver calçada nos cinco P’s – pessoas; planeta; propriedade; parcerias; e paz –  podemos desenvolver a atividade e ampliar o turismo. Para ter pesca, precisamos ter peixe vivo”, afirma o biólogo.

O exercício da atividade é responsável pela geração e circulação de renda, por meio de hospedagem, alimentação, contratação de guias e condutores, além de hospedagem, transporte e eventos. Outro ponto importante, é a movimentação da indústria na confecção de equipamentos e acessórios de pesca, cosméticos, vestuário e equipamentos náuticos.

“Temos toda uma cadeia de pesca que precisa ser vista, valorizada e desenvolvida. Podemos agregar valor, não só financeiro, mas cultural na vida dessas pessoas”, ressalta. Desde 2015, o ministério do trabalho reconhece como profissão o condutor de turismo de pesca.

No Mato Grosso do Sul, para o exercício da atividade amadora, é necessário ter a licença de pesca estadual. Segundo a regulamentação, de 2019 há uma cota que delimita em 5kg de pesado, um exemplar, cinco exemplares de piranhas, além de tamanhos mínimos e máximos para cada espécie. Há no entanto, projetos para cota zero.

Desde 2009, o IBAMA caracteriza a pesca amadora com aquela feita para recreação, a qual é obrigatório devolver o animal para a natureza. O estado possui ainda, uma cartilha para orientar a pesca esportiva e propõe para 2020 que a pesca seja somente no formato pesque e solte.

“Se tivermos o manejo correto da espécie e da prática, retornarmos o peixe vivo para a água, teremos a perpetuação das espécies, o equilíbrio ambiental e a preservação dos recursos naturais”, relembra Lawrence.

Para os interessados na práticas, as áreas de pesca esportiva são: Rio Negro (trecho); Rio Perdido (trecho); Rio Abobral (trecho); e Rio Vermelho (trecho). É preciso relembrar que as espécies Piracanjuba (Brycon orbignyannus) e Dourado (Salminus brasiliensis) têm a pesca proibida.

Há ainda as áreas de pesca proibida: Rio Salobra ( município de Miranda e Bodoquena); Córrego Azul ( Bodoquena); Rio da Prata (Bonito e Jardim); Rio Nioaque (Nioaque e Anastácio); Rio Formoso (Bonito) e Unidades de Proteção Integral.

Decreto cota zero

A partir de 1° de março de 2020, entra em vigor, o Decreto nº 15.166, o qual delimita o transporte de peixes somente para o consumo no local. Haverá penalidade para aqueles que não cumprirem a norma.

Brasilturis Jornal viaja a convite da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, com proteção Affinity.


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